sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

POLÊMICA A VISTA, CONFUSÃO A PRAZO


Suscitada esta semana em um programa de rádio local, um Projeto de Lei que tramita na Câmara Municipal de Itaporanga, que tenta “regularizar” os feriados municipais, que na visão da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), existem dois feriados a mais no nosso calendário.

O Executivo Municipal quer que os vereadores “troquem” dois feriados religiosos por dois feriados cíveis, a nosso ver uma mudança totalmente sem nexo, em virtude da diferença que existem entre ambos, que contam inclusive, Decreto Federal nº    que regula o assunto.

O Projeto de Lei da Prefeitura é tão esdrúxulo que extingue os dois mais importantes feriados da religião Cristã; o dia de Corpos Criste, que dedicado ao maior homem da história da humanidade, o próprio Cristo e o outro e a Sexta-feira Santa ou Sexta feira da Paixão que o Decreto Federal fixa como feriado obrigatório em todo o Brasil. Vejam a inconstitucionalidade da matéria que os nossos edis, ainda vão se dar ao trabalho de apreciar.

Sobre os feriados que querem que mudem de categoria, isto é que deixem de ser feriados cíveis, para tornarem-se feriados religiosos: O dia 29 de junho, embora seja dia de comemoração de um santo  (São Pedro), ele não é para a igreja um dia de “guarda” e é feriado em Itaporanga, simplesmente por ser o “dia da ressaca” pelos festejos juninos, que em nossa cidade é comemorado o São Pedro, devido a morte de um querido Pároco, o Padre Firmino, ocorrido em um dia 24 de junho.

A outra data é o dia 19 de setembro, feriado em homenagem a morte de Padre Zé, o maior itaporanguense história, embora tenha nascido na cidade de Cajazeira; quanta falta de civismo! O cidadão itaporanguense, Damião Ferreira, por ser contra a tão estapafúrdia idéia, sugeriu até que tirasem do calendário, o feriado do dia 9 de janeiro, mas deixassem o do dia 19 de setembro. Eu vou mais além, faço minhas as palavras de um dos maiores conhecedores de nossa história, um filho de Dazinha e muito conhecido por nós, o sr. João Dehon Fonseca, há anos atrás sobre o feriado: “- Tirem até o Dia Sete de Setembro, mais deixem o feriado de Padre Zé”.

O Executivo tentou se justificar. Alguns vereadores disseram como irão votar. A Igreja Católica externou seu posicionamento. Populares deram sua opinião... Só a CDL, a parte mais interessada, ficou de bico calado. O vereador João Guimarães pediu que fosse feita uma Audiência Pública e eu espero que o presidente da Câmara, a marque para antes da votação do projeto, para além de discutirmos o projeto, deixar claro a importância do dia 19 de setembro, quando se comemora a morte de Padre Zé. Só questiono porque comemorar a morte e não o seu nascimento, que foi no dia 24 de maio de 1924.


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