segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Foi em 1997


1 Família IMG-20171215-WA0044-300x169Foi em 1997
(Reynollds Augusto)
Sabe leitor nós nos casamos cedo, por impulso do destino.  Na verdade eu sempre tive medo do casamento, é  que ele é um passo definitivo, ou deveria ser,  na vida de dois seres que se comprometem. Principalmente quando você está ainda “saindo das fraudas”.
Nós não avançamos o sinal, leitor. Nem se deve, pois sempre é preciso maturar todo relacionamento antes de dar o passo final, ao inicio de uma união, que não deve ter fim.
O bom mesmo é casar  quando já se já está  “resolvido”e esse sempre foi o meu propósito, para não sofrer ou fazer sofrer, só  assim  a “ Coisa”  dá certo.
É que há situações na vida que implicam peremptoriedade, ou seja, compromisso,  que você não pode fugir e outras são conseqüências do nosso livre-arbítrio na busca as conquistas, do movimento evolutivo pessoal. Muitas coisas estão traçadas, antes, outras são escolhidas de pronto.
Envolveram o Pai da minha esposa em algo complicado e foi um momento difícil para a família. Foi provado a sua inocência e ele, depois, desgostoso, vendeu tudo que tinha e foi morar em João Pessoa. Não deu outra  ou nós nos casávamos ou nós nos separávamos. Optei pela primeira opção em um tempo complicado, de vacas magríssimas, de carência material , de sofrimento mesmo, mas que foi vencido pelo amor.   Dá um livro emocionante, leitor,  essa estória. Mas essa   posso contar em outro momento.
Quero abrir aspas para  dizer que a minha esposa, mesmo sem me conhecer, havia confidenciado a sua melhor amiga que iria casar-se  comigo. Foi uma espécie de “insight”. Na época estávamos a namorar outras pessoas ,mas  “Maktub”. Deve ser por isso que nós nunca conseguíamos firmar algo mais profundo com outras garotas,  lindas, compromissadas e vão as nossas desculpas.
Dois anos depois tivemos as gêmeas, Thays e Camila. Estava a trabalhar e a mulher em João Pessoa,  fazendo acompanhamento para que as garotas vingassem, devido a uma dificuldade própria. A minha quase mãe Terezinha Augusto, a levava ao médico quando de repente, no trânsito, ela entrava em “trabalho de parto”. Foi uma correria e sufoco danados, muita apreensão, suor, dúvidas, lágrimas. A minha galega- hoje ruivada- coitada!- estava a beber sangue, pois a placenta estourara, sendo necessária uma emergente intervenção cirúrgica, sem nada programar, contávamos com as conjunturas do momento, hospitais cheios, mas a vida nos encaminhou á maternidade FREI DAMIÃO, que á época, estava sendo dirigida pela média Doutora Lisonete, do nosso coração. No fim deu tudo certo.
Primeiro foi preciso tirar Camila, a mais velha, pelos menos 5 minutos antes  e isso implica um problema, pois quando não podemos estar junto à família, o bastão é passado para ela e a outra fica enraivada, por ser a irmã a ditar as regras. Fazer o que?  É da lei.
Hoje é um dia especial e todos nos os temos. Quero dizer que as amo, apesar da minha frivolidade em alguns momentos. É que o “cabra macho” tem dificuldade de expressar os sentimentos. Mas, ama mais. Que possam encontrar um lugar aos sol, nesse mundo de tanta sombra; que possam encontrar a felicidade,pois ela é meta de cada um; que possam viver conquistando, principalmente os valores do espírito que são essenciais e o caminho para  uma vida feliz. Todo o resto vem por acréscimo, disse Jesus, é da lei.
Papai as ama!
PARABÉNS!
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO