terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Depois da Chuva, a Caminhada

 
PENSE CHUVARADA
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20180127_100906  Depois da Chuva, a Caminhada
 
( Reynollds Augusto)
 
Sabe leitor, quando a chuva chega o sertão fica em festa. A paisagem se torna agradável, com um verde diferente, pintado pelo pincel da causa primária de tudo, que estabeleceu leis universais e tão perfeitas quanto ele próprio, daí não comportar mudanças, pois já é. Chamam-no de Deus, mas não importa é apena um nome.
 
As leis de Deus são diferentes das leis sociais. Essas são frágeis e mudam ao sabor dos acontecimentos e dos interesses. Hoje, vemos que a mudança não vem do povo, o verdadeiro dono do poder, que á a gênese de todo Estado, mas sim de grupos, que “brigam” pela posse do “ouro de tolo”, que terão de devolver a qualquer tempo as suas posses, pois somos apenas administradores e teremos que prestar contas da nossa administração.
 
E tem “cabra” mais para lá do que pra cá. Seguiremos sofrendo ou não, pois das Leis de Deus ninguém foge e só se leva o que se sabe, o que se sente e o resultado do bem que se fez. Todo o resto fica por aqui.
 
Temos notícias que têm “cabras”, que foram evidentes sociais, em francas dificuldades.
 
Logo que a chuva, ou melhor, o “dilúvio” chegou a Itaporanga, ficamos felizes, mas preocupados. Mais feliz do que preocupado, pois a natureza foi generosa e a “tromba d’água “ fez sangrar alguns açudes pequenos e até estourar outros. É que é tempo de felicidade. Coisas do nosso planeta que oscila nos seus estados, ora triste, ora acabrunhado. É como as nossas vidas leitor, com diz o espírito “UM AMIGO POETA”, que anos depois confidencio-nos ser o Inácio da Catingueira, o poeta escravo das excelentes pelejas do sertão: A vida é um tobogã.
 
Mas, os imortais afirmam que podemos ser tão felizes quanto o planeta permita. Não aquela felicidade real, que é um estado interior de conquista, mas a felicidade relativa, que não depende das posses ou das pessoas.
 
capa-25O planeta é difícil, se pudéssemos ver e sentir os eflúvios mentais isso nos causaria estupor. Mas, já foi pior e a paisagem ta mudando, por ser conseqüência da lei da natureza, a do progresso. Ou o “cabra” evoluiu ou evolui. Como Deus não atenta contra a liberdade de escolha dos seus filhos, vai deixando que colha o resultado do que se faz e pensa. Com maturidade espiritual, chegaremos à felicidade.
 
Logo que parou a chuva montei no meu "Cavalo Alado" e fui observar o seu recultado. Ali, o VALMIR, um dos mestres de obras mais experientes de Itaporanga e o “cabra” mais gaiato que já vi. Fez da sua “caixa d’água” um barco, solto e livre, pelas ruas do “Conjunto Paulus” e logo atrás o VAGUINHO, que deu umas nadadas nas ruas daquele bairro.É que, como a cidade cresce assustadoramente, a turma construiu as suas casas ás várzeas do riacho e não tem jeito. É torcer para não vir outra chuva daquela para que VALMIR não bote mais o seu “barco” nas ruas
 
CantinhoLa na frente , um espetáculo á parte, pelas bandas do Sítio Cantinho , do avô da linda e talentosa LUCY ALVES, muita chuva que fez sangrar o açude do cantinho .
 
20180127_144117Vi também o açude do saudoso JOÃO BELO, avô no meu inesquecível primo WALMIR JUNIOR, que mora lá pelas bandas de Campina Grande e é, hoje, um professor de química "da peste", sem falar que toca uma bateria como ninguém. Também sangrando. Nós, quando, crianças, banhávamos muito naquele açude e pescávamos também. Íamos de bicicleta e sempre foi uma festa.20180127_144217
 
Ontem á tarde eu fui á minha caminhada. Sempre o faço pela estrada que liga Itaporanga a São José de Caiana, que fora pavimentada pelo Governo Ricardo Coutinho, ponto para ele. Por lá, leitor, se aprecia o por do sol mais espetacular desse planeta, por trás da serras, sempre paro para me despedir dele. É muita emoção! Tem gente que segue sem prestar atenção. São aquelas pessoas que existem e não sabem viver. Oscilam em torno dos seus problemas e não vê diferente e caminha sofrendo, fazendo os outros sofrer.
 
Bom mesmo foi ver a lua, feliz; as nuvens se formando, com aquela beleza de um misto de sol e chuva; o perfume no ar, a bicharada alegre.
 
Às margens da estrada, a sinfônica dos sapinhos e dos grilos, sendo a melhor música para os ouvidos. É tempo de festa, prestemos atenção. O dia, ninguém sabe, nada de viver de ilusão.
 
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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