sexta-feira, 17 de novembro de 2017

"Vovô Miguel" Partiu

Miguel e meninasPENSE NA VIDA !
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“A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão”
Até logo, Miguel Alves

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“A morte foi tragada pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão”
( Reynollds Augusto)

Sabe leitor, hoje o dia foi “pesado” e parecia não acabar mais. Agora compreendo a sua relatividade, tão defendida pelo grande Einstein, que tinha uma inteligência acima da média. O tempo existe, sem existir; pode ser curto, mas pode ser longo, assim. O dia hoje durou “um século”, mas logo passou. Entendeu leitor?

Depois de tudo, reintegração de posse, viaturas da polícia militar, batedores, o sol causticante desse sertão poético, moídos e mais moídos e tudo mais, ao voltar para casa, tivemos que levar o meu vizinho, “Vovô Miguel”, ao hospital, só não sabíamos que seria a sua despedida do plano material.

É por isso que, leitor, o dia ninguém sabe e a vida tem uma dinâmica própria, sendo que cada uma terá que pegar esse “Ônibus de volta”a qualquer momento. E não adianta você defender que tem uma saúde de ferro, pois isso não quer dizer nada.

O fato é que nossa temporada por essas bandas é curta, mesmo chegando a setenta e três anos, como “vovô Miguel”... E dos cem também e olha que tem gente voltando com bem menos tempo. Tem gente que nem vinga. E tem gente se preparando para voltar á carne, pela reencarnação, com um medo “da peste”. Está difícil viver por essas bandas.

De uma coisa temos certeza: Ninguém aqui ficará e estamos todos na contagem regressiva, indo e voltando até não precisar mais voltar. Pense numa “peleja”.

- (Choros)
- Papai quem, agora, eu vou chamar de vovô? Não é justo.
- Você tem, agora, três “vovôs” no plano dos espíritos. Vovô Domes, Vovô Demar e agora “Vovô Miguel”
- Mas, não é a mesma coisa. Quem vai me ensinar matemática? (...)

Morrer, leitor, é mudar de lugar. Deixamos o corpo para seguir a vida, que não cessa nunca. Ainda bem. O difícil é a ausência da presença física, relativa, pois eles, quando possível , podem estar presentes. Mas, de uma forma ou de outra ela, a morte, sempre nos pega de surpresa, pois nunca estamos preparados para esse momento e ninguém quer se preparar para tal evento. Quando ela chega nos sentimos culpados de não ter amado mais, aproveitado mais, sentido mais. É natural.

A “prisão ao corpo”, por mecanismo instintivo de sobrevivência, faz-nos crer que nós somos o corpo e, na verdade, não somos o corpo, estamos usando um corpo. É claro que tem gente que se suicida, mas aí é um caso de desequilíbrio emocional e logo vem a surpresa, continuam vivos.

Sabe leitor eu já quase morri. Estava mais para lá do que para cá. Tinha tudo para morrer e não morri. Dias e dias em coma, depois de um grave acidente de moto quando retornava da cidade sorriso, ao tempo em que estudava Direito.

Vou te contar um segredo: Vivi no plano empírico tudo aquilo que estudava nos livros espíritas. Tem pessoas, que não é o meu caso, que tem alguns sentidos a mais, alem dos físicos, a isso chamamos de mediunidade. Como não a possuo ostensivamente, pois podemos tê-la ou não, apesar de todos nós sermos mais ou menos médiuns, viver essa realidade é importante como reforço de vida. O “cabra” volta menos orgulhoso e aprende a ser menos egoísta,aproveitando mais os detalhes simples da vida, que é o que interessa.

Eu sempre digo, brincando, que todo ser deveria passar por um estado de “ quase morte”. A experiência prepara você mais do que uma vida de religião, principalmente, dessas, das ilusões.

Ao tempo do meu acidente, “vovô Miguel”, "chegou junto" e ajudou a minha família. Tinha – o melhor tem- um coração grande. Mas, chegou o dia dele partir, libertar-se do corpo doente. O reencontro é coisa certa, pois estamos todos a caminho.

Tudo isso me fez relembrar Joana de Angelis, uma “guerreira” do saber, que já passou por boas, em várias reencarnações para defender a causa do Cristo. Diz ela:

“... Ninguém conseguirá driblar a morte, por mais que o intente.
Pensa com freqüência e tranqüilidade na tua desencarnação.
Considera que o momento ,por mais distante se apresente, chegará fatalmente.
Recorda os teus desencarnados com carinho, envolvendo-os em ternura e orações.
Fala-lhes mentalmente a respeito da realidade na qual se encontram e de como se devem comportar, procurando o apoio dos seus guias e proteção do Senhor da Vida.
Morrendo e retornando logo depois, Jesus cantou o hino da imortalidade gloriosa que culmina a sua trajetória na Terra de maneira insuperável”

“INTÉ" MAIS "VOVÔ MIGUEL "

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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