quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Zé, de besta, só tem os zóios


Esses meninos ainda imberbes de João Pessoa e de Campina Grande pensam que podem passar a perna em Zé Maranhão. Passam nada.Quando eles vêm com o andor, Zé já vem com o santo.Nem Ronaldo, que era Ronaldo, conseguiu, imagine esses dois.

Eles se desmancham em elogios ao senador Zé, achando que, afagando o ego do velhinho, amolecem o seu coração e lá na frente o pegam desprevenido.Coitados. Zé dá corda, dá corda, dá corda e quando eles estiverem se achando, o veím puxa a corda e os derruba.

Os mais novos não se lembram, eu me lembro muito bem. Ronaldo deixara o Governo e se elegera senador. Sentia-se o homem mais sortudo da política. Ajudara a eleger o sucessor, ganhara um mandato para o Senado e tinha como certa a sua volta ao Governo dali a quatro anos.

Zé, que capengava na incerteza de se reeleger deputado federal, foi escolhido por Antonio Mariz como seu vice. O grupo Cunha Lima indicara Carlos Dunga, mas Antonio Mariz confiava mais em Maranhão e bateu o martelo.

Mariz se elegeu,mas pouco governou. O câncer o tirou de tempo.Zé governou como interino e com a morte de Mariz, assumiu de vez o Governo.


E como sabia administrar suas empresas, pôs em prática a sua prática particular para administrar o Estado. Foi tomando gosto, ganhando espaço, fazendo seu nome e crescendo , ao ponto de deixar Ronaldo enciumado.Veio o episódio do Campestre. Ronaldo botou o dedo na cara de Maranhão, o destratou e Zé saiu do clube rompido com o grupo de Ronaldo.

Os Cunha Lima, ainda no PMDB, decidiram bater chapa com Zé na convenção. Zé botou os convencionais dentro de um ônibus, trancou-os num hotel em Natal e somente os tirou de lá para leva-los a votar nele.E o resultado foi a derrota de Ronaldo e a vitória de Zé. Ronaldo saiu do PMDB com seu grupo, entrou no PSDB e Zé passou a reinar. Reinou tanto que, na eleição de 98 os Cunha Lima não tiveram coragem de lançar candidato contra o governador.Zé ganhou sozinho e deu uma surra tão grande em Gilvan Freire que ele nunca mais conseguiu ser nada na política da Paraíba.

Na eleição passada, Zé, que vinha de uma derrota para Ricardo Coutinho, lançou-se candidato avulso ao Senado. Cássio trocou Cicero Lucena por Wilson Santiago, Luciano Cartaxo candidatou o irmão, mas no final deu Zé.

Agora, paparicado, Zé se apresenta como candidato do PMDB. Tem a seu favor uma ficha limpa como político. Enquanto Cartaxo é investigado pelo desvio de dinheiro na Lagoa (segundo o Ministério Público Federal) e Romero tem o seu padrinho enrolado com inquéritos na Polícia Federal, Zé, que é rico, tem avião e não precisa desse tipo de dinheiro, se mostra como o homem acima de qualquer suspeita.

E os dois meninos de João Pessoa e de Campina Grande se achando, certos de que vão engalobar o veím.

Blog do Tião

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