segunda-feira, 16 de outubro de 2017

No Dia do Professor, a memória e lembranças da primeira grande educadora de Itaporanga


Por Redação da Folha – Poucos sabem, mas no lugar onde hoje está o terminal rodoviário de Itaporanga funcionou uma escola, e por muito tempo. O educandário, um dos poucos do município nas primeiras décadas do século passado, funcionava em um dos vãos da casa do Padre Diniz.
            
Era uma sobrinha sua a professora da escola: Maria Vieira Diniz, conhecida popularmente como Mariquita Diniz, dedicou todos os seus esforços e energias para a educação. Pelas suas lições, incontáveis gerações de meninos e meninas passaram. Lecionou em um tempo em que quase não existiam escolas, mas a principal falta mesmo era o interesse da grande maioria das famílias em instruir seus filhos.
            
Logo cedo, as crianças começam a trabalhar em casa ou na roça, sem tempo para a educação, uma necessidade em um tempo difícil, onde grande parte das famílias era pobre e rural. Mas quem tinha interesse e alguma condição corria à escola da professora Mariquita, conhecida pelo carisma e a bondade. Ela não se casou nem teve filhos. Fez da educação uma das principais razões de sua vida.
            
Filha do casal Marcelino José Diniz e Diolinda Viera Diniz, que teve mais três herdeiros, a professora Mariquita nasceu no começo do século XX. Começou a lecionar muito cedo após adquirir instrução suficiente para ir para a sala de aula. Deixou o educandário na casa do tio depois da abertura da escola Semeão Leal, onde ensinou por muito tempo.
            
Depois da aposentadoria, foi morar na casa dos pais, no sítio São Joaquim, hoje uma área pertencente ao município de Diamante. Com a perda do pai e da mãe, passou a viver com a irmã Águida e com uma pessoa, que embora não fosse da família, era muito querida por todos e chamada de Tio Silvino. Com a morte deles, a professora foi morar em uma casa da família na Praça Frei Martinho, ao lado da Igreja Matriz. Faleceu no ano 2.000, aos 90 anos.
            
Os últimos anos de vida passou ao lado da sobrinha, a também professora e artista plástica Diolinda Diniz. “O que mais a deixava satisfeita era quando um ex-aluno falava com ela e demonstrava carinho e reconhecimento; era uma pessoa de um grande coração, muito bondosa, paciente e que fez da educação uma missão de vida e cumpriu sua missão com dedicação e alegria”, disse Diolinda neste domingo, 15, Dia do Professor, ao lembrar a boa convivência que teve com a tia. Guarda com carinho uma foto, aqui reproduzida, e os últimos registros documentais da professora.

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