quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ex-prefeita de Piancó, que já foi condenada por bancar uísque e cachaça com dinheiro do PETI, é campeã paraibana em condenações por irregularidades administrativas


A ex-prefeita de Piancó, Flávia Serra Galdino, que já foi condenada por ato de improbidade administrativa, nos autos de uma ação civil pública (Proc. nº 0002295-29.2011.815.0261), por ter bancado farras de uísque e cachaça com dinheiro do PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), é considerada na seara do Judiciário paraibano a campeã em condenações por irregularidades administrativas.

No Judiciário paraibano, tanto na Justiça comum como na Federal, nenhum gestor da Paraíba conseguiu alcançá-la em condenações por ato de improbidade administrativa, que já chegam a doze, e já lhe renderam a perda da cidadania e a suspensão de seus direitos políticos (não pode votar; nem ser votada), por mais de cinquenta anos.

Soma-se a todas essas condenações, o fato de ela ter sido condenada em duas ações penais por crime de responsabilidade. Ainda faltam seis processos penais já conclusos para sentença. Certamente, caso seja condenada novamente em qualquer um deles, fatalmente poderá ser presa.

No Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE), a ex-prefeita também é imbatível, vez que já teve sete prestações de contas rejeitadas (anos 2005, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011
e 2012), onde já foram constatadas mais de 150 irregularidades administrativas, a exemplo de fraudes em licitações, pagamentos indevidos, má aplicação do dinheiro público, etc.

Se já não bastassem esse histórico de condenações, o seu filho Daniel Galdino (PSD), além de requisitá-la ilegalmente da cidade de Pocinhos – PB, paga, mensalmente, um salário gordo de R$ 23.000,00, o mesmo que é pago ao governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), conforme comprova o sistema SAGRES do TCE-PB. O que já lhe rendeu uma denúncia no Tribunal de Contas do Estado e representações no Ministério Público Estadual, pela prática de improbidade administrativa e crime de responsabilidade.


A imprensa nacional, certamente, vai ter interesse em conhecer esse ícone da corrupção brasileira, que, ainda, continua em liberdade, não se sabe até quando, mesmo com um histórico “invejável” de condenações.

Mexendo na Ferida

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