segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Em Piancó, Cartaxo fala como pré-candidato ao governo e faz críticas à gestão Coutinho

Por Redação da Folha – O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), esteve em Piancó neste domingo, 15, onde foi recepcionado pelo prefeito local, Daniel Galdino, que é do seu partido e organizou uma boa festa política para o convidado. Na casa de Daniel, Luciano conversou com vários prefeitos, vereadores e lideranças regionais integrantes de sua legenda e de outros partidos.
            
A agenda em Piancó teve encontros políticos e visitas também: Cartaxo, acompanhado do seu vice, Manoel Júnior, e do prefeito Galdino, visitaram alguns pontos da cidade e equipamentos de saúde. Luciano também concedeu entrevistas, mas foi nos bastidores onde deixou ainda mais nítida sua disposição de concorrer à sucessão estadual.
            
Falando claramente como pré-candidato ao governo nas eleições do próximo ano, Luciano Cartaxo fez várias críticas ao governador Ricardo Coutinho, principalmente na área da ação social, segurança e saúde. Segundo o prefeito, Coutinho fracassou no enfrentamento aos problemas de segurança pública, tanto que hoje a Paraíba é um dos estados mais violentos do Brasil e o paraibano sente isso no cotidiano: assaltos, roubos, explosão de bancos, tráfico de drogas e homicídios.
            
Na área social, de acordo com o prefeito pessoense, foi um dos governadores que menos investiu, contribuindo para o agravamento da pobreza no estado, sem nenhuma
preocupação com as pessoas. Sem um programa satisfatório de moradia popular, os mais pobres não tiveram acesso a moradias no Vale, um problema também sentido no estado como um todo, por falta de investimentos do governo estadual em habitação e o fim de boas iniciativas em benefício dos carentes, a exemplo do programa Pão e Leite, que foi herdado da gestão passada, mas desativado pela atual gestão ricardista.
            
De acordo ainda com o prefeito de João Pessoa, apesar de seis anos consecutivos de seca, o governador não construiu, sequer, barreiro de açude na região sertaneja e não tem nenhum projeto para a agropecuária regional. “Sou sertanejo, saí de Sousa aos 10 anos de idade com meus pais em busca de melhores dias e me tornei um homem público, e, como sertanejo, preciso me preocupar com esta região e com o estado todo”, argumentou Cartaxo, ao criticar também o sucateamento dos hospitais sertanejos pelo governo do estado, motivando a velha peregrinação das ambulâncias para os grandes centros urbanos do estado, especialmente Campina  e João Pessoa. "Mas voltarei aqui mais vezes e, certamente, coisas melhores virão para o nosso povo", disse ao falar também a uma emissora de rádio local.

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