segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Tomada por picuinhas, Câmara de Piancó não se aprofunda em quatro assuntos fundamentais

Por Redação da Folha – Em toda sessão da Câmara de Piancó e com agravamento nas mais recentes, as trocas de insultos e acusações entre oposição e situação dominam a maior parte do tempo. Os atritos parecem menos ideológicos do que partidários e pessoais, pois todos ou quase todos os vereadores são crias de um ou do outro grupo, e são essas duas facções políticas que polarizam o poder no município.
            
Uns vereadores têm a preocupação de defender o ex-prefeito Sales e acusar o atual prefeito Daniel, enquanto outros defendem Daniel e atacam Sales, mas quase todos já tiveram uma postura inversa do que fazem hoje. Dependendo dos acordos e conveniências, as rupturas e reconciliações ocorrem em um piscar de olhos. De repete, esquecem as arengas do passado, para, mais tarde, esquecerem a concórdia do presente, tudo, muitas vezes, pelos privilégios e beneces oferecidos pelo poder ou pela falta dessa oportunidade. 
            
Entre defender e acusar Sales e Daniel, Flávia Galdino e Edvaldo Caldas, muitos dos vereadores estão esquecendo do próprio povo. Às vezes esquecem que, todo mês, têm um bom dinheiro na conta, salário pago com recurso público, e que foram eleitos pelo voto popular.
            
Com tanta picuinha dominando as sessões, eles não conseguem se unir em torno de temas fundamentais, como, por exemplo, abastecimento d’água urbano. Piancó precisa de uma
solução definitiva para o problema, uma vez que, há mais de três anos, depois da queda do nível do açude de Coremas, a cidade vive uma incerteza com relação a água.
            
Outro problema é a miséria que domina as periferias da cidade: um grande número de famílias vive uma situação de grave privação nutricional nos últimos anos por vários fatores, entre os quais a falta de oportunidade de trabalho para muita gente; a ausência de qualificação profissional; e irregularidades no programa Bolsa Família, com desvio de benefícios de pessoas pobres para famílias que não precisam e isso por motivação política.  A fome, a marginalidade, o alcoolismo, a dependência química de drogas e a prostituição são resultado desse modelo social injusto.
            
Dois outros problemas graves são a falta de moradia popular e os inúmeros problemas sanitários que a cidade enfrenta, e não apenas com relação à falta de canalização e correta destinação de esgotos e pavimentação de ruas, mas também o abate clandestino de animais para o consumo humano por falta de um matadouro público.

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