domingo, 17 de setembro de 2017

O Velho Campestre Clube de Itaporanga

PENSE NISSO! MA PENSE AGORA MESMO
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O Velho Campestre Clube de Itaporanga
(Reynollds Augusto)



Sabe leitor,  todo ser vivente precisa dar um pouco de si, para contribuir no sentindo de que a sociedade encontre o equilíbrio necessário. A tarefa é obrigatória, dentro do prisma natural organizacional, mas voluntária, pois depende de maturidade. “Muitos olham, mas não vêem; ouvem, mas não escutam”, disse Jesus Cristo.



É por isso que todos nós somos responsáveis, também, para com o desenvolvimento da criação, que é lei de Deus, progresso mesmo, dentro da lei de evolução. Como diz a música infantil espírita “... quando agente faz um bem a alguém ,quanto bem esse bem nos traz”...



Todos os domingos nós vamos á cidade de Boa Ventura, ao Cesb-Espírita, dar a nossa contribuição. É um projeto de Evangelização Espírita , que é o mesmo que Cristã, pois são sinônimos , que tem mais de vinte anos e que sempre só nos trouxe alegrias.  A grande verdade é que tudo que nós temos vai ficar e tudo que fazemos e aprendemos segue conosco. Então “cabra véi” nada contra você ter, quando o faz com honestidade, mas saiba que a moeda do mundo dos espíritos é outra. O ter, aqui, é instrumento, pois nada é nosso. Somos administradores. Né Não?



Mas, alegria mesmo é quando saímos de lá, depois de dar a nossa contribuição. Um bem interior indizível, depois  de conversar com uma comunidade carente de tudo, que passa a semana aprendendo muitas coisas erradas, mas no domingo tem a oportunidade de ver a luz e quando carregamos a luz conosco, ela afugentará as sobras onde quer que estejamos.  E não importa o lugar, a instituição, a religião. É preciso dar um pouco de si. Nada de esperar apenas pelos governos, que deveriam fazer mais, pois os sustentamos para isso . A maioria está em débito com a sociedade.



Na volta eu parei no Velho Campestre Clube de Guerra, de felicidade, de alegrias. Eu costumo contar as minhas experiências infantis, da adolescência e juventude às minhas filhas. Acho importantes esses registros. Erros e acertos são mecanismos de evolução. A mais nova sempre me cobrou de que a levasse ao velho Campestre., devido ás estórias, “enfeitadas”. Quando vínhamos de Boa Ventura o fiz.



O tempo desgastou o velho Clube, da minha infância feliz. Palco das alegrias do meu velho Pai, Ademar e enquanto ele ficava em baixo, no clube, “tomando todas” e nos ficávamos em cima , nas piscinas e no velho parque, hoje, alquebrado.



É que nada que é material existe para permanecer, só o espírito , que é imortal segue adiante, sem fenecer. Ainda deu para brincar com a minha garota. O ferro do parque está perdendo a sua força. Ainda subimos na velha gaiola, giramos nos giradores. Tudo velho, cinzento, mas fez-me regredir por um instante.



Vi o meu velho pai La em baixo, sentado em uma das cadeiras próximas ao bar, onde Manoel , Fátima, preparavam aquela excelente galinha de capoeira, com o velho “rubacao”. No palco sempre alguém tocando aquele forró pé de serra ou um som com os sucessos da época. Uma garotada feliz, sem dramas.  Vi, também, o velho MANOEL DA PIPOCA, que já deve ter nos deixado. Era deficiente de uma mão, mas conseguia fazer a mais gostosa pipoca daqueles tempos. E sempre com guaraná. Pipoca com guaraná.

Anos oitenta, Campestre lotado. São Pedro com nada mais nada menos que ELBA RAMALHO, no auge da sua carreira. Não existiam, ainda, as festas de rua. Alias, as festas de ruas acabaram com os clubes. Era uma felicidade receber o meu “TIO CARLITO”,que já partiu para a pátria espiritual; jornalista, advogado, todos os anos por esses tempos. Ele e sua família, linda, primos do coração,  vinham nos visitar. Para se ter mesas de destaque sempre as comprava “três meses antes”. Itaporanga, do mundo, voltava para rever os seus irmãos, os amigos, parentes. A cidade ficava diferente, estranha, como muita gente das velhas e novas gerações. Alguns já seguiram á dimensão do espírito. É sempre assim, estamos sempre nos despedindo.



Caí na besteira de ficar á espreita, próximo ao palco para ver Elba , a estrela, cantar. Quando começou o show me arrependi. A massa que estava por trás, dançando, empurrando freneticamente quase me esmagava. Não tinha como sair, pela multidão. O jeito era ir pelo palco. Subi, não sei como, quase derrubei Elba, fui ao camarim, as bailarinas estavam se trocando, nuas, foi uma gritaria geral. Não me importei, corri por entre todas, alcancei a porta de saída e fui respirar a beleza do ar frio da madrugada. O show continuou, mas ficou a lição. Todo show fico na ultima fila e levo um binóculo, que não sou besta.



Mas, seja esperto.
Faça o bem
Aprenda cada vez mais.
Cada dia menos um dia,
Todos na contagem regressiva
Busque a verdadeira felicidade
E siga sempre em paz.
Nessa vida





PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO 

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