terça-feira, 19 de setembro de 2017

Itaporanga, de Ontem

PENSE PASSADO
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PENSE BOM DIA !
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Itaporanga, de Ontem 
(Reynollds Augusto)

Sabe leitor, todo mundo sabe que a vida é hoje e que o passado e tampouco o futuro existem. Não é muito inteligente ficar atrelado ao passado, pois isso gera depressão ou ao futuro, pois isso gera ansiedade. Mas, como o tempo não existe, pelo menos como o concebemos, todos são momentos da vida sempre entrelaçados, pois um depende do outro. Mas a vida é hoje se tiver de ser feliz, seja hoje.
A força da vida é o momento atual. Sugiro a leitura do livro do grande Hermínio Miranda “A Memória e o Tempo” que discute com objetividade o conceito do tempo, tratando das experiências de Albert Rochas e as teorias de Freud, chegando até a dar um mergulho nas terapias de vidas passadas. É uma bela viagem leitor. Se interesse.
Falando em tempo e em passado, ontem eu fui ao Sindicato Rural de Itaporanga bater um papo com o meu passado. Rever o meu primo e amigo de infância DAMIÃO GUIMARÃES. Regredimos ao passado recente, dessa existência mesmo, pois vida ainda a temos muito, mesmo quando o corpo físico morre e isso está acontecendo comigo e com você nesse momento, não tem jeito.
O “cabra” nasceu, começou a morrer. A temporada por essas bandas é curta e têm muitos alunos, ainda, relapsos, brincando de viver, sairão do palco da vida comprometidos e terão que "repetir de ano".
Ele mostrou-me uma bela foto do meu primo Ricardo. Hoje médico nos Estados Unidos. Veio a Itaporanga rever os pais, o seu passado, junto com a esposa. Sei que saiu energizado, alimentado. Ricardo sempre foi cabra inteligente, mas ,também, está careca .É "bem" de Família. Uma pena que não o vi. Era de outra geração e também tem muita vida dentro de si;. Saudades do Doutor Ricardo.
Mas, os amigos de infância conhecem o nosso passado,por isso fuja deles. Brincadeira leitor" . É que cada qual guarda em suas mentes momentos importantes vividos. Rememoramos muita coisa boa: A banda de latas de doce, o parque de diversões que o Damião fez em frente á sua casa, no canteiro, cobrando cinco palitos de fósforos por casa rodada, as corridas de bicicletas. Eu com a minha inesquecível e discriminada “Cobal Caloi Azul”, as brigas de ruas, a concentração próximo á estatua de padre Cícero, para vermos a chuva de fogos que alumiava a noite escura, em um espetáculo de fé, que hoje ficou no passado. A banda de pífanos, cuja molecada acompanhava imitando os artistas.
Como diz o Rei, foram muitas emoções, presentes. Se tiver de resgatar o passado, leitor, relembre os momentos felizes, eles alimentam as nossas vidas íntimas.
Antigamente Itaporanga não tinha muitas opções de diversão, hoje também. A molecada precisava incrementar. Nem sinal de TV nós tínhamos. Parabólica nem se vê. Pegávamos o sinal da Rede Globo Nordeste de Pernambuco, que tinha mais chuvisco do que imagens. O Jeito era ir para rua, o palco das nossas travessuras. Tivemos uma infância feliz, sem os escravismos da tecnologia, que não é ruim, pois é instrumento, mas é que o povo de hoje se lambuza demais e perder a oportunidade de aproveitá-la como se deve , sendo aproveitada por ela.
Damião Guimarães e o Juvianês sempre foram os autores intelectuais das travessuras, hoje todas prescritas, graças a Deus.
Na época os nosso canteiros eram de terra pura. O filho de Chico de Guimarães resolveu inovar e construiu um parque um “brinquedinho” de frente a sua residência para animar a molecada. O ingresso, 10 palitos de fósforos não usados. Naquele tempo as mães ficavam revoltadas com os sumiços das caixas de fósforos.
Um pau vertical meio alto e outro horizontal, meio que transversal afixado no centro. Nos dois extremos cordas, com assentos, também de pau para sentar. No meio um dos nossos para servir de motor e sempre girava a engenhoca o moleque mais forte.
Quando começava acontecia um fenômeno interessante, todos saiam tontos cambaleantes e outros até vomitavam, mas a diversão era garantida.
Ruim mesmo foi quando chegou a minha vez. Paguei o ingresso. Sentei em uma das extremidades, alguém fez girar bem forte e eu feliz, ao redor a algazarra da molecada. Mas, a turma não se preocupava com manutenção e só em ganhar palitos de fósforos. Na minha vez o pau vertical se desgastou, soltou o pau horizontal e fui parar longe, rendendo-me alguns pontos no rosto. O parque foi interditado e a surra em casa era coisa garantida.
Passado feliz sempre presente, na vida da gente.
VIVA LEITOR! Você sabe o que é isso?
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO



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