domingo, 10 de setembro de 2017

ABDORÁ LÚCIO


Foi registrado por seu pai, que era semi-analfabeto e pronunciava o nome Abdoral, ao seu modo: Abdorá. E o escrivão do cartório colocou, inclusive, o acento no último “á”, um erro comum para esse tempo. Abdorá Lúcio dos Santos era filho do casal Maria Filha de Araújo e José Lúcio dos Santos, conhecido por Mestre Zé Lúcio, nasceu em Misericórdia, no dia 10 de setembro de 1942.

Sua mãe, para que ele conseguisse estudar fora, por falta de incentivo do pai, engordava porcos para vender e custear os estudos do filho. Bom filho, ótimo irmão, inigualável tio, excelente esposo e amoroso pai. Estava sempre na dele, nunca se importou com a vida de seu ninguém, somente com a sua própria. Tinha uma inteligência ímpar.

Concluiu o curso de Engenharia Elétrica no Campus II da UFPB, em Campina Grande. Depois foi estagiar em São Paulo, onde se enamorou e casou-se com a sua prima, Mônica Costa, filha de Odaci e neta de Veneranda, sua tia. Deste casamento resultaram três filhos: Luciano, Adriano e André.

Fez especialização na França e depois veio trabalhar na cidade do Recife, onde vez por outra, passava os fins de semana, em João Pessoa. Quando estava ainda iniciando sua vida profissional, em 23 de outubro de 1986, com apenas 44 anos, foi acometido de um aneurisma, que o levou a morte, em São Paulo, capital, onde seu corpo foi enterrado.

Tio Abdoral sempre foi um meninão, quando vinha de férias para Itaporanga, eu criança, me chamava para irmos para o Sítio Cantinho de Baixo, que pertencia a seu pai e íamos apostando corrida, para ver quem corria mais e ele na sua benevolência nata, sempre me deixava ganhar.

Nas férias escolares, já fazendo faculdade, vinha pra Itaporanga e para ganhar um dinheirinho extra, colocava a cangalha em um jumento, as latas e ia botar água em casas de parentes, para ganhar um dinheirinho extra. Nesse tempo o abastecimento d’água era precário, e, o jeito era “se virar”, com cacimbas no Rio Piancó, que à época, não era poluído.

Polidores da Pedra
Paulo Rainério Brasilino

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