segunda-feira, 21 de agosto de 2017

NO MESMO PLANETA, ALGUÉM PAGA 220 MILHÕES DE EUROS POR UM JOGADOR


A combinação de preços altos, conflitos e condições climáticas extremas aumentaram o número de pessoas afetadas pela fome no mundo para 108 milhões em 2016, segundo um relatório elaborado pela ONU e pela União Europeia (UE) e publicado nesta sexta-feira. 

Esse total representa um aumento de 35% das pessoas que enfrentam uma “insegurança alimentar grave”, cujo número era estimado em 80 milhões em 2015. 

A “insegurança alimentar grave” é caracterizada pela desnutrição aguda e pela falta de meios para cobrir as necessidades energéticas de maneira regular, como pode ser o caso das famílias que são obrigadas a matar seu gado para sobreviver. 

Esta insegurança alimentar pode se agravar mais ainda neste ano, na medida em que a fome ameaça diretamente quatro países: Sudão do Sul, Somália, Iêmen e o nordeste da Nigéria. 

O relatório, que se baseia em várias metodologias de medição, é resultado de uma colaboração entre a UE, várias agências da ONU, a agência americana Usaid e vários organismos regionais especializados. 

Entre as condições meteorológicas estudadas figuram principalmente as secas e chuvas irregulares causadas pelo fenômeno El Niño. Mas em nove de dez crises humanitárias de
2016, o maior fator responsável pela fome foi um conflito civil. 

Além das regiões ameaçadas pela fome, países como Iraque, Síria (assim como os refugiados sírios nos países vizinhos), Malauí e Zimbábue sofreram com uma generalização da insegurança alimentar. 

“Podemos impedir que pessoas morram de fome”, disse José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização de Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (Fao), que fez um chamado à “intensificar os esforços para salvar, proteger e investir em meios de subsistência rurais”. 

“A fome exacerba as crises, causando mais instabilidade e insegurança. O que aparece hoje como um desafio ligado à segurança alimentar se torna depois um desafio ligado à segurança”, advertiu Ertharin Cousin, diretora do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas. 

“É uma corrida contra o tempo, o mundo deve agir agora para salvar as vidas e os meios de subsistência de milhões de pessoas”, alertou.

MN

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