segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Governo dá 1º passo para reduzir hospital de Itaporanga a um simples pronto-socorro, lamenta médico

Por Redação da Folha – Pouco mais de duas semanas depois da Justiça de Itaporanga, liminarmente, determinar ao Governo do Estado algumas medidas para melhorar o atendimento no hospital de Itaporanga, algumas providências já foram adotadas nesse sentido, mas os problemas considerados mais graves ainda não foram resolvidos e a expectativa não é nada boa para o hospital, conforme um médico do quadro hospitalar ouvido pela Folha.
            
Em obediência à sentença judicial, o necrotério foi reformado e entulhos retirados dos fundos do hospital, mas, conforme o médico, algumas questões essenciais, a exemplo da falta de medicamentos, ainda não foram solucionadas, comprometendo a qualidade do atendimento aos pacientes, um problema que se agravou nos últimos dois anos.
            
Conforme ainda o médico, se não bastasse os problemas já existentes, a expectativa não é nada boa para o hospital, considerando as últimas medidas adotadas pelo governo estatual. A partir do próximo mês, tudo indica que o hospital de Itaporanga não mais realizará cirurgias eletivas, que passarão a ser referenciadas para o hospital regional de Piancó.
            
O distrital de Itaporanga passou quase um ano sem realizar cirurgias eletivas, aquelas previamente agendadas; somente há poucas semanas voltou a fazer essas operações
médicas, mas agora, definitivamente, por decisão do governo, será excluído deste tipo de procedimento e terá que orientar seus pacientes a procurar Piancó.
            
Outro problema é que alguns exames, a exemplo de Raio-X, que eram realizados no hospital, referenciados pela Prefeituras, não serão mais feitos no distrital de Itaporanga. A suspensão determinada pelo governo seria em razão dos municípios não estarem repassando ao hospital os recursos financeiros devidos.
            
Ao retirar as cirurgias do hospital de Itaporanga e não demonstrar interesse pela solução de problemas urgentes, como a carência de medicamentos e a precariedade da estrutura física e técnica do hospital, o governo Coutinho sinaliza que poderá transformar o hospital da maior cidade do Vale e que também é o mais demandado da região, é um simples pronto socorro, uma espécie de UPA (Unidade de Pronto Atendimento), um retrocesso nada agradável para a população local e microrregional.

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