terça-feira, 15 de agosto de 2017

Deus nos criou como que ‘com Alzheimer’ sobre nosso passado

JOSÉ REIS CHAVES

Deus nos criou como que ‘com Alzheimer’ sobre nosso passado



Existem duas doutrinas religiosas filosóficas sobre o momento em que as almas ou espíritos humanos são criados. Uma diz que eles são criados no momento da concepção do novo ser humano, e outra defendida por mais de dois terços da população do mundo, a qual afirma que o espírito já existe antes da concepção de seu corpo. É a doutrina da preexistência bíblica.

Eis alguns textos bíblicos já conhecidos dos leitores dessa coluna: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta às nações” (Jeremias 1: 5); “Pois, eu te peço, pergunta às gerações passadas, atenta para a experiência dos antigos.” “Nós somos de ontem, de nada sabemos, pois nossos dias não passam de sombra na terra.” (Jó 8: 8 e 9). A consulta às gerações passadas só podia ser feita por contatos com os espíritos delas. (E não valem as alterações desses e outros textos nem as suas interpretações abusivas e mesmo absurdas, por parte de irmãos nossos líderes evangélicos fanáticos contra a reencarnação!).

As lembranças de nossas vidas passadas são sutis. Aparecem como os chamados arquétipos de Platão e que se tornaram mais aprofundados por Jung. É que essas lembranças estão no nosso inconsciente. Assim, somente nos estados alterados de consciência quando se manifesta o inconsciente (hipnose, meditação, relaxamento, terapia de vivências passadas – TVP – sono etc), é que essas nossas lembranças de vidas passadas vêm à tona. São muito conhecidos os sonhos mediúnicos precognitivos, que ocorrem durante o sono, e classificados como de mediunidade onírica. São José recebeu o aviso onírico de um espírito angélico, para que fugisse para o Egito com o Menino Jesus e Maria, pois Herodes tramava a morte do Infante.

No mais, as lembranças de nossas vidas passadas acontecem em forma de tendências, inclinações e aptidões para certas coisas. Mas há médiuns ou paranormais que se lembram delas, normalmente, e até mesmo em estado de vigília.

Muitas pessoas, que têm dificuldades em aceitar a teoria da reencarnação, usam o desconhecimento de nossos pecados de outras vidas para, no fundo, desacreditarem a verdade da reencarnação, aceita pela Ciência não materialista. Mas lembrando-nos ou não de nossos pecados, vamos pagá-los todos até o último centavo (Mateus 5: 26), pois à inexorável lei divina de causa e efeito eles não escapam jamais!

E a grande verdade da reencarnação é que Deus, com seu amor e misericórdia infinitos para com todos os seus filhos, criou-a como um meio de nós podermos continuar a nossa caminhada evolutiva em direção à nossa perfeição semelhante à de Deus. E quanto a pagarmos as nossas faltas ou pecados, estejamos reencarnados aqui no nosso Planeta Terra ou desencarnados no mundo espiritual, nós vamos pagando-os até o último centavo, pois vamos colhendo “ipso facto” o que vamos semeando. O único meio de anularmos, ou pelo menos amenizarmos a nossa colheita de sofrimento causado pelo que plantamos de mal é a vivência do evangelho do excelso Mestre, o que foi lembrado também por são Pedro quando disse que uma boa ação encobre uma multidão de pecados (1 Pedro 4: 8). E terminamos dizendo que se Deus quis nos criar assim como que com ‘Alzheimer’ a respeito de nossas vidas passadas, é porque assim é mesmo melhor para nós, já que Ele nos amou sempre com amor infinito até mesmo antes de nos criar!

PS: “Presença Espírita na Bíblia” com este colunista, na TV Mundo Maior.

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