quinta-feira, 13 de julho de 2017

Santa Inês ainda não prestou contas de dinheiro para melhoria habitacional, diz Transparência

Por Isaías Teixeira/Folha do Vale - De acordo com o Portal da Transparência, do Governo Federal, a Prefeitura de Santa Inês ainda não prestou contas de um recurso que recebeu, no último dia 6 de março, do Ministério da Saúde, por meio da Funasa, para obras de melhorias habitacionais na zona rural, dentro do programa de controle da doença de Chagas, que não tem cura.

Em relação ao valor liberado no convênio, o montante chega a 250 mil reais e refere-se à primeira parcela de um contrato de 500 mil reais celebrado com a União no ano de 2013, sendo 10,2 mil reais de contrapartida da Prefeitura. Mas o atraso na prestação de contas poderá prejudicar andamento das obras, visto que os valores restantes poderão não mais ser repassados. A situação se agrava ainda mais pelo fato de que o fim da vigência do convênio ocorreu no dia 28 de junho passado.
           
A doença de Chagas é causada pelo conhecido barbeiro. A enfermidade provoca vários problemas no coração e já matou milhares de agricultores no Vale nos últimos 50 anos. Casas de barro são ambientes de proliferação do inseto. É provável que muitas pessoas na região estejam neste momentoi contaminadas, mas os sintomas só serão sentidos ou agravados daqui a 15 ou 20 anos, uma das características da doença.
           
É por isso que o programa destinado a derrubar a casa de barro do morador pobre da zona rural e construir uma de tijolo e toda encimentada deveria receber uma maior atenção das
Prefeituras, que são as responsáveis pelo recebimento dos recursos federais e execução das obras, mas há denúncias de irregularidades em vários desses convênios na região. Mas outro problema é que a maioria da população rural não tem moradia própria e o benefício vai para propriedades privadas, onde nem sempre os donos oferecem condições complementares de moradia para manter ou atrair o agricultor sem-terra, e muitas residências terminam fechadas por longos períodos ou pela vida toda. Foto (Arquivo): moradora rural de Itaporanga capitura barbeiros e trazem-nos à redação da Folha.

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