terça-feira, 18 de julho de 2017

PAULO COSTA LIMA


Filho do casal José Costa Lima (Mestre Zezinho) e Ambrosina dos Santos Lima (Tia Busa), Paulo Costa nasceu no Sítio Santo Antônio, arredores de Misericórdia, hoje Itaporanga, no dia 03 de junho de 1907. 

Em menino ajudava ao pai na sua oficina de carpintaria e em grandes obras como a Matriz da Conceição e o Mercado Público. Já rapazola, ingressou no comércio pelas mãos do amigo e parente Josué Pedrosa, firmando-se como comerciário de futuro, trabalhando consecutivamente com, Caçula Pinto, Gabila Maia e, por fim, Luizito Leite, seu concunhado e compadre, além de dileto amigo. Tempos depois, tomou rumo próprio com o seu “Armazém São Paulo”, até aposentar-se, fez de sua profissão uma forma de servir ao povo, principalmente aos pobres a quem ele atendia, de uma forma ou de outra, tivesse ou não dinheiro, propiciando assim, até a sua morte, ter uma massa enorme de amigos. 

Já estabelecido como comerciante, lá pelos anos sessenta, apesar das dificuldades a que todo sertanejo está sujeito, especialmente os que enveredam pelos caminhos da agricultura e do comércio (pois este depende, daquela), face aos desígnios do fenômeno da seca, prosperou o suficiente para formar um pequeno patrimônio e sobretudo, para consolidar sua família de 9 filhos, educando-os dentro das suas possibilidades (tanto é que conseguiu formar metade deles) e trazer alento aos que corno ele, podiam menos. 

Paulo Costa Lima e Maria Inez Costa (pernambucana de Afogado da Ingazeira), tiveram os seguintes filhos: Vicente de Paula Costa, já falecido, era bancário; José de Anchieta Costa, comerciante, tocou durante anos o Armazém São Paulo, que era de seu pai; Francisco de Assis Costa, falecido, também era bancário; Paulo Henrique  da Costa, bancário aposentado; o jogador de futebol Luiz Gonzaga da Costa, formado em Agronomia, funcionário aposentado do INCRA, pai de um dos componentes de “Os Gonzagas”; Marcos Antônio da Costa, formado em Direito, Conselheiro Substituto do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba; Anália Maria de Sousa da Costa Pereira, falecida, era Assistente Social; Marcelo José da Costa, formado em Educação Física, fiscal de obras da Prefeitura Municipal de João Pessoa e Pedro Fernandes da Costa, funcionário da Prefeitura Municipal de João Pessoa.

Nos anos 50 foi suplente de vereador, menos por querer entrar pelos meandros da política, mas para atender aos amigos políticos que necessitavam de quadros para o partido. Não fez campanha, não gastou um tostão, não divulgou seu nome, pedia votos para outros. Posteriormente, convidaram-no para o Parlamento Mirim Itaporanguense, tendo obtido expressiva votação, sendo, por conseguinte, empossado no cargo de vereador, lutando como sempre fizera, pelo fortalecimento da economia do município, pela melhoria das condições urbanas da cidade, pela maior abrangência da assistência social da prefeitura aos necessitados. 

Como sempre ocorrera, não nutria a menor vaidade pelos cargos públicos, assumia-os em razão das possibilidades do melhor atender ao povo pobre de seu lugar, aumentando dessa forma, a assistência social que fazia. Assim sendo, em 1963 foi escolhido, para representar a UDN, corno vice-prefeito, na chapa da coligação PSD/UDN, para enfrentar o Leão da Política partidária de Itaporanga, o Dr. Praxedes Pitanga, de saudosa memória. Corno resultado de uma campanha memorável, obteve a Coligação estrondosa vitória, valendo ressaltar um fenômeno até então inédito. O candidato a vice-prefeito obtivera sufrágios superiores aos dos demais candidatos, de uma e de outra chapa (pois que, naquela época o voto era desvinculado). 

Por indicação foi Promotor Substituto e Juiz de Paz da comarca de Itaporanga. Sócio Fundador do Atlântida Clube posteriormente, do Campestre Clube. Em companhia de alguns abnegados fundou a Sociedade São Vicente de Paulo, onde até o final de seus dias foi Presidente e membro permanente, da sua diretoria. Tinha a Sociedade, por objetivo, auxiliar os doentes pobres, os velhos desvalidos e as famílias que não dispunham de recursos para sepultar os seus mortos. Ainda hoje existe essa Sociedade, que continua a prestar os mesmos serviços. 

Em 18 de julho de 1983 deixou a vida, construída com muito sacrifício, amor e dedicação; deixou Dona Inês, sua esposa e 9 filhos; Vicente (já falecido), Anchieta, Francisco (também falecido), Paulo, Luiz, Marcos, Anália (In memomriam), Marcelo e Pedro; vinte netos, uma bisneta e muitos amigos, frutos do amor, da solidariedade, do trabalho, do respeito. Quedou a viga mestra de um edifício construído sob os auspícios da fé cristã.

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