sábado, 8 de julho de 2017

O Sítio Santo Antônio de Itaporanga

O PENSE NISSO DO DIA 
BOM DIA, FAMÍLIA!
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O Sítio Santo Antônio de Itaporanga 
(Reynollds A Cabral)

Sabe leitor eu gosto de fazer turismo rural. Sair por aí, na minha moto, meu “cavalo-alado”, pelas “quebradas do sertão” e ver o verde, a roça, os rios todos cheios, o meu povo, feliz, com a invernada, que veio dá ânimo ao trabalhador da roça, tão maltratado pelo Estado, e que, também, vem esquecendo-se da sua atividade fim, que é trazer justiça social, dignidade ao cidadão.
Tem gente que sonha em viajar para Paris, Europa e nem conhece o seu lindo sertão, principalmente a natureza, o verde, o seu povo, cada vez mais destruído pela ganância humana.
Quando o Estado busca o crescimento econômico, que é importante, mas não carreia essa conquista para equilíbrio e felicidade dos menos afortunados, promovendo-os, torna-se um mal.
Naturalmente que tem muito precisa ajudar a levantar quem não tem quase nada. Essa é a lei de solidariedade que deve grassar em qualquer sociedade. Somos todos irmãos vindos da mesma raiz, formando a mesma história para construirmos uma vida coletiva feliz.
Temos pouco tempo por essas bandas e chega logo, pois ele é ilusão, segundo Einstein, uma das mentes geniais desse orbe. Estamos todos na contagem regressiva e já, já, não tem jeito, seremos todos história. Ainda bem que o ser essencial, o espírito, que usa o corpo, desencarna, seguindo.
Não acredita não leitor? Pois eu sei.
Dinheiro por dinheiro é mal, muito dinheiro só vale quando traz equilíbrio social. Eita rimou!
Quando vemos os noticiários destacando o dinheiro do povo nas cuecas, nas malas; o dinheiro do povo desviado para locupletar os inconseqüentes, inconscientes, que não sabem, na verdade, o que, de fato é a vida, nos sentimos traídos, tristes e desalentados, por esses agentes público que deveriam ser agentes de transformação social, afinal foi por isso que nós os colocamos lá, mas transformam-se em agentes do mal..
É que o nossos direito adjetivo, feito por eles, ainda é mole e como sabem que não serão responsabilizados e se forem têm uma “eternidade” para serem efetivamente “executados”, ficam à vontade para fazer o que fazem. E quando o juízo jurídico fica a depender do “juízo” político é que a coisa desanda mesmo, fazendo com que as leis não funcionem para eles.
Mas, não é disso que quero “falar “ não, leitor.
Ontem eu sai, no meu “cavalo-alado”, com a minha filha mais nova, para mostrá-la outra região de “Misericórdia”, refiro-me ao SÍTIO SANTO ANTÔNIO, que ta virando bairro, mas ainda existe um verde destacado.
Fui pela estrada, que dá acesso ao Sítio, pelas terras do meu colega Oficial de Justiça Zé Neto, que partiu cedo, por conta do “diabetes”.
Zé Neto sempre foi o grande amigo do nosso colega Manoel Euclaudino, que chamam de “Manoel Cabeção”, que de cabeça grande não tem nada, mas que tem uma cabeça politicamente coerente e inteligente. Sempre foi um batalhador vindo “do nada” e, hoje, conseguiu formar dois excelentes médicos, ajudando-os a construir uma das melhores clínicas do sertão. Eles “brigavam” demais, mas era aquela briga de amor de amigos. O “cabra” deixou saudades e moído também.
Como é bela a regeneração da natureza. Por lá, antes, fizeram um podre e contaminante lixão, que foi destruído e que hoje está quase completamente restabelecido. O verde voltou.
Mostrei-lhe o açude de Dona Maura, belo, cheio, que era o “parque de diversão” da garotada até a adolescência. Contei-lhe a minha história, os olhos dela brilhavam. Mostrei-lhe o velho corredor dos sonhos, agora quase destruído pela urbanização que se aproxima. Ela perguntou-me se foi nesse corredor que a velha "bola de fogo" corria atrás dos garotos. Disse que sim.
Nada fica para permanecer, só o espírito imortal segue adiante, sem jamais fenecer. Hoje, leitor, é dia de viver. Preste atenção e sinta a vida, já, já , todos nós vamos morrer.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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