quarta-feira, 12 de julho de 2017

NOSSA PARÓQUIA, NOSSA HISTÓRIA - PARTE II


De certo modo, a história da Cidade de Itaporanga se confunde com a história da Paróquia, que foi instalada três e anos sete meses antes da emancipação política do Município. Naquela época, um dos requisitos para a emancipação política era a instalação de uma Paróquia.

O povoado de Misericórdia, hoje Itaporanga, nasceu à beira do rio Piancó, a partir da chegada de um desbravador português, chamado Antônio Vilela de Carvalho, que adquiriu junto à Casa da Torre, na Bahia, em 28 de julho de 1765, as terras que mais tarde deram origem ao município.

A ocupação definitiva das terras aconteceu anos depois com a chegada de Joaquim Fonseca (conhecido por Joaquim Carnaúba), João Madeiro, Manoel da Fonsêca, Alexandre Gomes da Silva (segundo os mais velhos, embora de sobrenomes diferentes, os quatro eram irmãos...). O sobrenome diferente era proposital; no intuito de conseguirem, grandes “datas” de terra, que iniciaram a ocupação do lugar, começando pela construção de uma capela que consagraram a Nossa Senhora do Rosário de Misericórdia (atual Igreja do Rosário) e que contava apenas da parte que hoje é a Capela-Mor. A imagem da Padroeira, vinda da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, Portugal, ofereceu providencial ensejo à designação da vila: Misericórdia. O Padre Lourenço foi de fundamental importância para aquisição das terras que comporiam o Patrimônio da Santa, que foi doado por joão Pinto madeiro e sua esposa Maria Rosa.

A capela pertencia à Paróquia de Olinda e, alguns anos depois, passou a pertencer à Paróquia de Santo Antônio do Piancó, que fora criada em 1820, tendo como primeiro Pároco o Padre Manoel da Conceição Carvalho Rosas. Piancó (e consequentemente Misericórdia), todavia, já contava com o trabalho pastoral do Padre Pedro Bezerra de Brito desde o ano de 1739, ano em que fora criada a Freguesia de Piancó (termo criado pelo Governo Português para designar os lugarejos administrados pela autoridade eclesiástica, mas sem emancipação política, nem instalação de paróquia).

Livro de Tombo da Paróquia e livro “Se Essa Rua Fosse Minha”, de Paulo Rainério Brasilino.

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