sábado, 22 de julho de 2017

Em Itaporanga, a fé e devoção de quem alcançou uma graça do Padre Cícero


Por Redação da Folha – O agricultor José Furtado de Sousa, conhecido por Dedé, de 67 anos, morador da Rua Deocleciano Pereira, é um dos muitos devotos do Padre Cícero em Itaporanga, e sua devoção aumentou mais ainda depois que ele alcançou uma graça, atribuída ao “santo” popular do Nordeste.
             
Toda noite, de cada dia 20, ele participa dos louvores a Padre Cícero, uma celebração que tem mais de 50 anos e começou quando uma estátua do sacerdote foi erguida no centro de Itaporanga. O público já foi maior, mas hoje ainda muita gente acorre ao local todo mês. Esta quinta-feira, 20 de julho, foi especial, porque completa 83 anos do falecimento do padre, que militou na política em defesa dos pobres e oprimidos do seu tempo e fundou a cidade de Juazeiro do Norte, que também se desenvolveu graças à fama de santo do Padim Ciço, como popularmente é tratado, atraindo romeiros de todo o interior nordestino.
            
Desde novembro passado que seu Dedé, todo dia 20 do mês, participa das celebrações e, assim, será para toda a vida. “Até o dia que puder andar, estarei aqui, até o fim de minha vida”, diz o devoto, que atribui ao Padre Cícero a cura de uma doença em sua próstata. Descalço, ele sobe à estátua e a toca cariosamente, paga a promessa pela graça alcançada e renova o pedido de proteção.
            
Em outubro de 2015, a Igreja Católica, depois de estudos realizados sobre a trajetória do Padre Cícero e considerando a devoção de milhões de católicos nordestinos ao sacerdote,
decidiu por uma reconciliação com o padre, restabelecendo sua ordem sacerdotal, suspensa pelo Vaticano em 1894, quando ele foi acusado de manipulação da fé. Com a decisão do Papa Francisco, a Igreja apaga as oposições aos feitos do padre. Mesmo depois que foi afastado, Cícero Romão Batista continuou fiel à cristandade e à Igreja, que agora, mas de 80 anos depois de sua morte, reconhece e restabelece sua autoridade sacerdotal.  

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