domingo, 30 de julho de 2017

Delegacia de Piancó apura denúncia de intoxicação de crianças por remédio em creche municipal


Por Redação da Folha – Mães de crianças matriculadas na creche municipal de Piancó procuraram a delegacia de polícia na tarde dessa sexta-feira, 28, para denunciar que um suposto funcionário da escola infantil teria dado alguma espécie de medicamento psicotrópico ou outro tipo de remédio para as crianças, acarretando danos à saúde das vítimas, cinco das quais precisaram ser hospitalizadas.
                
O delegado Rodrigo Pinheiro ouviu as mães e instaurou inquérito para apurar o caso. A diretora da creche deverá ser ouvida na próxima segunda-feira, 31, e outras pessoas também na condição de testemunha. O suspeito igualmente será interrogado, mas ainda não se sabe quando.
                
A intoxicação teria ocorrido na última quarta-feira, 26. As crianças passaram mal quando ainda estavam na creche, apresentando tontura, a ponto de cairem, e uma delas chegou a sangrar, e foram levadas ao hospital da cidade, e já estão bem, mas uma teve que ser transferida para Campina Grande em função da gravidade do seu quadro clínico.
            
Foi o próprio hospital que acionou o Conselho Tutelar, que está acompanhando o caso e foi com as mães até a delegacia. A queixa só foi registrada nesta sexta-feira porque ontem o delegado teve que se ausentar da cidade. No dia do fato, ao tomar conhecimento que seus
filhos estavam hospitalizados, as mães se desesperaram e correram ao hospital. Foram as próprias crianças que relataram que um servidor da creche teria dado um remédio para elas, mas não souberam dizer com precisão que tipo de medicamento tomaram.  Os médicos que atenderam as vítimas também não sabem dizer que remédio elas ingeriram porque é preciso um exame específico para detecção da sustância.
                
A partir da oitiva de testemunhas e do suspeito, o delegado pretende descobrir que tipo de droga medicamentosa as vítimas tomaram e indiciar o responsável pelo atentado à saúde das crianças. As mães estão revoltadas e pedem uma apuração rígida do caso.

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