segunda-feira, 10 de julho de 2017

As primeiras do dia


Morri de vergonha ao ver aquela cena dos chefes de estado fazendo de conta que não conheciam Michel Temer. O pobre ali, deslocado,descolado, um ninguém e os outros na maior alegria, apertando as mãos, dando tapinhas e ignorando completamente o representante do Brasil. Nem bobo da corte parecia, porque o bobo,com suas palhaçadas, se faz notado e desperta risos. Temer não despertava nada, parecia uma alma penada, uma visagem.
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Hoje eu vou ficar diante da TV ouvindo a leitura do relatório sobre a denúncia de Janot contra o presidente. Pelos meus cálculos, vem chumbo grosso.Mas pode até ser que não venha.
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Nem pintando os cabelos Temer está mais. Estão branquinhos, combinando com a sua idade real.
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Dá pena e não dá. Ele está provando do veneno que destilou há um ano, quando derrubou a sua companheira Dilma.
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E essa ameaça do Aécio, hein! “Tenho uma ótima memória”, disse ele. Quem ouviu, calou. Nessas horas, “é minhó calá”.
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O Espaço Cultural lotado com milhares de pessoas no tributo a Belchior e gritando “fora temer”, um espetáculo visual e auditivo raro de se ver. Foi ontem.Quem não foi, perdeu.
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“Jesus cuida dos meus inimigos”, disse Roberto Cavalcanti em seu mais novo artigo, no Correio. Esse morde e depois assopra.
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Mas Lula vem aí.
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Rodrigo Maia, se lamentando diante das críticas do Jaburu “Não tenho o que fazer”. Tem nada, bestinha. Tá só afiando as “zunhas”, esperando a hora do bote.

Tião Lucena

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