quinta-feira, 29 de junho de 2017

Morre aos 95 anos um dos primeiros grandes empreendedores de Itaporanga

Por Redação da Folha – O empresário Manoel Bernardino Teixeira Neto, de 95 anos, faleceu na manhã desta quinta-feira, 29, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de João Pessoa, para onde foi levado na semana passada depois de ter o seu quadro de saúde agravado.
            
Viúvo e pai de dez filhos, um dos quais falecido, Manoel Bernardino já estava acamado havia pouco mais de dez anos em razão de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), que comprometeu parte de sua massa encefálica, atingindo a fala e a função motora.
            
Seu Manoel era o último remanescente da geração de comerciantes que iniciaram seus negócios em Itaporanga na década de 50 do século passado. Com a experiência de enfermeiro que adquiriu no Exército, a quem servio na cidade pernambucana de Garanhuns, de onde é sua família paterna, o primeiro empreendimento dele na cidade foi uma farmácia. “Ele montou a farmácia Minerva, que funcionou onde hoje é o Bradesco, mas corria a cidade de bicicleta aplicando injeção em domicílio, tanto que ganhou o apelido de Manoel Penicilina, e contribuiu muito com a saúde pública naquele tempo”, comentou Edna Bernardino, uma das filhas do empresário.
            
Depois da farmácia, veio a distribuidora de gás de cozinha, uma das primeiras do Vale, e um posto de combustível, que continua ativo até hoje. Além do empreendedorismo, Manoel Bernardino também tinha uma vida social intensa: esteve na direção do Atlântida Esporte Clube e também comandou o Campestre. Foi um dos homens mais influentes da cidade entre as décadas de 50 e 90 e seus empreendimentos contribuíram para o desenvolvimento de Itaporanga.
            
O corpo de seu Manoel vai chegar a Itaporanga no final desta noite e o sepultamento deverá ocorrer na tarde desta sexta-feira, 30. De opinião firme e sensata, entre o final da década de 90 e o começo dos anos 2.000, costumava participar dos programas de rádio da cidade, mas era um grande ouvinte de rádio também: prestigiava emissoras pelo país afora com sua audiência. O gosto pelo rádio vinha desde a adolescência, quando surgiram as primeiras grandes rádios. Naquele tempo, o rádio era o único meio eletrônico de comunicação e entretenimento de massa.  

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