segunda-feira, 12 de junho de 2017

JOAQUIM SALVIANO DA SILVA


Joaquim Salviano foi vereador pela primeira vez na legislatura de 1973 a 1976, quando era prefeito de Itaporanga o Senhor Sinval Pinto Brandão, que teve como vice o ex-prefeito José Barros Sobrinho. Em junho de 1976, o vereador Joaquim Salviano da Silva assumiu a presidência da câmara municipal. 

Reeleito para legislar a segunda vez na legislatura de 1977 a 1982, no governo de Manoel Marleno Barros e do vice-prefeito José Moacir Pinto. Foi nesta legislatura que Salviano propôs e a câmara aprovou o título de “Cidadão Itaporanguense” para Frei Damião de Bozzano. No do dia 16 de março de 1978, a câmara aprovou, proposição do vereador Joaquim Salviano da Silva, concedendo o título de “Cidadão Itaporanguense” ao Dr. Tarcísio de Miranda Buriti, que era secretário de educação do estado, a época. No dia, 16 de junho de 1978, foi escolhido por seus pares, como delegado para votar, no colégio eleitoral, que em 1° de setembro de 1978, na capital, elegeu o governador, o vice-governador, senador e suplentes. No dia 10 de novembro de 1981, ele propôs e a câmara aprovou o título de “Cidadão Honorário de Itaporanga” para o professor Itapuan Bôtto Targino, Diretor da Escola Técnica Federal da Paraíba. Também, foi aprovado o Projeto de Lei n°. 181/81, de iniciativa do mesmo dando o nome de “Belmiro Pinto Brandão” ao Edifício do Banco do Nordeste do Brasil S/A - Agência de Itaporanga. Também em uma proposição do vereador Joaquim Salviano, a câmara aprovou Projeto de Lei, concedendo isenção de impostos ao Ginásio Diocesano D. João da Mata. 

Um fato que deve ser lembrado foi que neste governo, quando era presidente da câmara, por falta de pagamentos, a concessionária de energia, a época a Saelpa, iria cortar o fornecimento de energia para os órgão da prefeitura e o prefeito se encontra ausente da cidade, foi ai que Joaquim, foi la e negociou o débito e pagou os atrasados, esperando depois ser ressarcido pelo prefeito.

Na eleição seguinte foi novamente conduzido à câmara para seu terceiro mandato na legislatura de 1983 a 1988, quando era o prefeito de Itaporanga o Dr. João Franco da Costa, tendo como vice, o Senhor José Barros de Sousa, o conhecido fotografo. 

Na legislatura seguinte, novamente foi eleito para a legislatura de 1993 de 1996, que tinha como prefeito o Dr. José Silvino Sobrinho e o Senhor Antônio Nosman Barreiro Paulo era o vice-prefeito. Foi nesta época que, na sessão do dia 05 de junho de 1996, apresentou o Projeto de Lei n°. 91/96, reconhecendo de utilidade pública, a Casa do Menor São Domingos Sávio. Já no mês de setembro do ano de 1996, ele apresentou um Projeto de Lei, dando o nome de “Joaquim Viriato de Sousa” à rua projetada, localizada, ao sul do Hotel Pedra Bonita. Também é de sua autoria o Projeto de Lei n°. 98/96, dando o nome de Avenida João Silvino da Fonseca à rua projetada de acesso aos colégios estaduais, DETRAN e SUPLAN. 

Já no final do século, no governo de Kátia Lúcia Fonseca Pinto, que tinha como vice o Dr. Joaquim Vieira Diniz, foi eleito para seu quinto mandato, nos anos de 1997 a 2000, sendo novamente eleito para presidente da Casa de Adauto Araújo. No mês de maio de 1997, apresentou junto com o colega José Porcino Projeto de Lei, aprovado pela câmara, dando o nome de Rua Arniz Bezerra da Silva à travessa da Rua Severino Diniz, no bairro Bela Vista.  Joaquim propôs o título de “Cidadã Itaporanguense” para a Drª. Ana Luiza de MeIo Teixeira Furtado, medica e esposa do grande cirurgião Dr. Marcos Furtado.

Pela sexta vez foi escolhido como vereador para a legislatura de 2005 a 2008, quando era prefeito de Itaporanga, o sindicalista Antônio Porcino Sobrinho e seu vice Dr. José Silvino Sobrinho. No dia 03 de setembro de 2005, foi aprovado Decreto-Legislativo de iniciativa do vereador Joaquim Salviano da Silva, propondo o título de “Cidadão Itaporanguense” ao servidor do Cartório da 33ª. Zona Eleitoral, o Senhor Roberto Xavier de Sousa. No dia 02 de outubro de 2005, reuniu-se, a Câmara, na Comunidade do Sítio Mamuda. Na segunda Sessão Itinerante, a Câmara Municipal, ouviu as reivindicações dos moradores e aprovou os Requerimentos dos vereadores Joaquim Salviano da Silva e Antônio Caetano da Silva, em prol das Comunidades Mamuda, Cafula, Corrente e Riacho dos Cochos. Na sessão do dia 27 de maio de 2005, a câmara, por iniciativa do vereador, aprovou o Decreto-Legislativo n°. 13/2006, concedendo o titulo de “Cidadão Itaporanguense” ao Sr. Geraldo Severino do Nascimento. Em 10 de fevereiro de 2007, a câmara aprovou o Decreto-Legislativo n°. 01/2007, concedendo o título de “Cidadão Itaporanguense” ao Sr. Francisco Pedro da Silva, proposto por Joaquim Salviano.

Pela sétima vez e eleito vereador na legislatura de 2013 a 2016, tendo como prefeito o Professor Audiberg Alves e a vice Thaís Rodrigues. Está seria pois, sua décima atuação como vereador, mais abriu mão e indicou seu cunhado, seu filho e Erivaldo Rufino, que foram eleitos.

Joaquim Salviano da Silva, nasceu em Misericórdia, no Sítio Cochos, no dia 12 de junho de 1943, sendo um dos sete filhos do casal Antônio Salviano da Silva e Jacinta Ana da Conceição. Ele começou trabalhar com pouca idade, aos 10 anos já ajudava na agricultura ao Senhor João Caetano, que no futuro, viria a ser seu sogro. Diz-se que nos pagamentos por dia de  serviço, quando “catava” algodão, que tinha catado muito, recebia em dinheiro o mesmo valor de um adulto, pois o patrão reconhecia seu esforço e responsabilidade no serviço.

O tempo passou e trabalhando alugado, filho de pais pobres, juntou alguns trocados e fez sua primeira compra, uma jumenta, contava com todo sadio orgulho, porque foi com o suor do seu trabalho. Alguns anos depois, por necessidade de emprego e, em face da seca de 1958, viajou de “pau de arara”, para trabalhar na construção daquela que seria a capital federal - Brasília, aonde ao chegar passou fome, pois não tinha como se alimentar, porque não tinha dinheiro, o que veio a melhorar no outro dia, quando chegou e conseguiu o emprego na construção de Brasília.

Lá pras bandas de Brasília e outras cidades satélites, resolveu se virar com outras atividades, para ganhar mais alguns trocados e, assim, cortou cabelo e foi marchante, fazendo isso, juntou dinheiro, e melhorou de vida. Chegou o tempo de voltar, os que foram com ele, não tinham conseguido juntar nada. O dono do caminhão não sabia como fazer, no entanto, a providência divina lhe reservou uma surpresa, conversou com o proprietário do pau de arara e disse que emprestaria o dinheiro para eles voltarem, negociando uma parte de terra na qual ele trabalhou alugado e, assim, foi feito; voltaram e recebeu o pagamento com parte da terra do Sítio Cochos, no que hoje é dono de toda a terra, onde aprendeu a trabalhar, após comprar o restante que ficara. 

Na época, casou-se com Francisca Genezia da Silva, filha do então patrão João Caetano da Silva, bom respeitado e também pelo trabalho que fazia na agropecuária. Mas só a agricultura lhe era pouco, resolveu negociar com “rádio de pilha” pela zona rural, trocando em algodão e trazendo pra vender ao extinto e nobre senhor Caçula Pinto em Itaporanga. Fazendo suas amizades. Resolveu ainda, em outro tempo, fazer negócios com a venda de rede, viajando bastante por várias cidades e outros estados com o extinto senhor Otavão, o pai de “Zé Neto de Otavão”.

Se aproximava as eleições de 1972, se não me engano, então foi convidado pelo então candidato a prefeito Sinval Pinto Brandão - in memória, para ser candidato a vereador por Itaporanga, e foi; sendo eleito pela primeira vez e daí pra cá, segurou uma cadeira cativa na Câmara Municipal. Detentor de 10 mandatos, tendo sido sete com ele, atualmente ocupando e três com outros que ele apoiou. 

Durante este tempo foi candidato a vice-prefeito, na chapa encabeçada pelo Dr. José Silvino. Tendo perdido as eleições. Exerceu, não me lembro o tempo, a Chefia da 10ª Ciretran em Itaporanga, tendo exercido com zelo, dedicação e responsabilidade.

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