quarta-feira, 14 de junho de 2017

Estudante Itaporanguense integra equipe que desenvolve carro elétrico na UFPB

João Inocêncio (Equipe de freios) e Dalison Figueiredo (Subequipe de baterias)



O Itaporanguense Dalison Figueiredo (foto acima), estudante de Engenharia Elétrica na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa, integra equipe que desenvolveram um carro elétrico de corrida, que até o momento é o único carro do Norte-Nordeste a participar de uma competição nacional. Em 2016 ficaram em nono lugar apenas com o projeto do modelo. Entretanto, para chegar no evento em São Paulo este ano, os universitários precisam de pelo menos R$ 23 mil o separam de conseguir todo o equipamento necessário para as corridas.

A equipe é composta por é composta pelos alunos: Gabriel Dalmolin (capitão da equipe), Felipe do Ò (líder da subequipe de motor) Samuel Arruda (coordenador da equipe Business), João Inocêncio (equipe de freios) e Dalison Figueiredo (subequipe de baterias), dentre outros.

Gabriel Dalmolin (branco), Felipe do Ó (sentado)  e Samuel Arruda (preto)

A equipe de engenharia elétrica é comandada pelo professor Euler Macedo e os mesmos estão fazendo uma “vaquinha virtual” para comprar os equipamentos dos dois pilotos - que
somam mais de R$ 9 mil - e ainda freios e suspensão para o carro elétrico da equipe Fórmula-E da UFPB. Quem quiser ajudar para o avanço da ciência, acesse o site para contribuir financeiramente clicando aqui.

O projeto inteiro reúne mais de 45 estudantes de engenharia elétrica, mecânica, administração e design. “As roupas custam caro porque precisam ser à prova de chamas, resistentes e certificadas pela Fia [Federação Internacional de Automobilismo]”, conta o professor.

Assista o vídeo sobre o protótipo do carro elétrico:


Carro elétrico
O protótipo desenvolvido pelos estudantes alcança até 130 km/h e tem autonomia de 48 km com a carga completa da bateria. Euler conta que a bateria tem um modo de carga rápida em que o carro carrega 40% em até 50 minutos e a carga total é em seis horas.

Segundo o professor, a bateria e o motor do carro são os maiores centros de custo do Fórmula-E, que já alcança a cifra dos R$ 250 mil investidos no projeto. “Pelo orçamento inicial, o projeto seria mais barato. Mas com o aumento do dólar, o motor que ia custar em torno de R$ 45 mil, saltou para R$ 75 mil”, relata Euler.

As principais peças - e mais caras - foram financiadas pela Universidade e o professor conta que os alunos é que fazem a prospecção dos investidores; isso porque, como parte do projeto, a equipe deve apresentar um plano de marketing e vendas para o carro elétrico, com a hipótese de que eles produzam mil.

Fórmula SAE Brasil
A competição que eles vão concorrer com o protótipo do Fórmula-E pela primeira vez é em novembro deste ano, em São Paulo. A corrida é organizada pela Sociedade de Engenheiros Automotivos (SAE) e patrocinada por montadoras de carro e fabricantes de materiais elétricos em nível mudial.

Em novembro de 2016 os estudantes não conseguiram concluir o carro a tempo de levar para a competição, fazendo com que eles chegassem em São Paulo apenas com o projeto. Mesmo assim, os alunos alcançaram o nono lugar, “passando até de equipes que já estavam com os carros prontos”, conta o professor.

Com informações do G1

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