domingo, 18 de junho de 2017

A Casa de Fezinha

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
.................................................................
A Casa de Fezinha
( Reynollds Augusto)



Sabe leitor, ninguém consegue deter a força progresso, pois ele faz parte de uma das leis de Deus. Quem trata bem do tema é “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, o maior tratado de filosofia existencial que já li. Nele contem verdades imorredouras, pois ela, a verdade, não morre com o passar do tempo, sendo mais bem apreciada á medida na nossa maturidade. Foi por isso que Jesus, o maior agente de Deus por essas bandas, asseverou: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.


Nós estamos, no Brasil, descobrindo-a e isso causa um alvoroço danado, exatamente para o progresso, pois “é necessário que haja escândalos, mas aí daquele por quem o escândalo venha” e “não há nada encoberto que não venha a ser descoberto”. Todos são princípios evangélicos. Né não?


Mas, Itaporanga está diferente e a velha “misericórdia” cada vez mais distante. E isso acontece, pois é mais barato comprar um terreno na praia do que na cidade de Itaporanga, querida.


A “bolha” imobiliária por aqui é coisa de louco, sô. O “danado” é que as velhas casas, com os seus desenhos dos anos sessenta, setenta,oitenta estão desaparecendo , dando lugar a outras, mais modernas. Bairros surgindos, novas residência arrojadas se espalhando e a cidade visivelmente crescendo.


Ninguém consegue deter o fenômeno. Ir de carro ao centro da cidade não dá, leitor, não tem estacionamento e o órgão de trânsito acabou com todos eles, acho que para induzir os proprietários a irem a pé ao coração da cidade e deixarem os seus “cars” em casa. Eu acho é bom, pois quem anda mais viverá mais. Saiba disso leitor.


O palco da minha infância foi a “Avenida” Pedro Américo, acho que a segunda maior Rua de Itaporanga. É que, guardando as devidas proporções, ela é avenida mesmo.


Morava acima da nossa casa uma família inesquecível, mas já na decrepitude da existência: Maria da Fé ( nossa eterna Fezinha); Doa Bila e seu irmão deficiente físico Manoel, que vivia meio azedo com a vida, devido as suas limitações.


"Manezim" veio residir na cidade de Itaporanga depois de um acidente no Rio de Janeiro e isso lhe trouxe graves dores. No nosso planeta a dor é inevitável, mas o sofrimento é voluntário.


É difícil, leitor, você viver no planeta Terra sem dores. É da condição do próprio Planeta, pelo estádio vibratório dos homens, orgulhosos e egoístas, segundo os imortais. Ou você está aqui sendo provado ou está submetido ao processo de expiação, que é uma espécie de pena da maior de todas as jurisdições, desse universo infindo, afinal “Não sairá dai( do planeta Terra) enquanto não pagares até o último ceitil”. Isso é certo.


Voltaremos, pela reencarnação, quantas vezes for necessário. Por isso nada de cometer crimes. Dessa jurisdição ninguém consegue fugir e como o tempo é ilusão, chega logo, seu “cabra”. Fique esperto


Mas,como disse, da dor ninguém poderá fugir e mais cedo ou mais tarde ela virá, mas do sofrimento sim. Isso É questão de maturidade.


Vez por outra, Deus, a causa da vida, envia algum missionário para fazer com que os homens se adiantem, como: Alberto Santos Dumont, inventor do avião; Thomas Newcomen, que inventou maquina a vapor; Benjamin Franklin, inventor do Pára-raios; Leonardo da Vinci, que renovou o pensamento humano; Nicolas Joseph, inventor do Automóvel; Nikolaus August Ott, que inventou o Motor a combustão; Alberto Santos Dumont, inventor do Avião; Alan Turing, o computador; Nikola Tesla, que descobriu a rádio telegrafia, William Henry Gate, criador do maior sistema operacional do mundo... E por ai vai.


Sem falar nos humanistas, Jesus de Nazaré, Gandhi, Chico Xavier e o ainda conosco, Divaldo Pereira Franco, do alto da sua lucidez.


Mas, o empreender Leonan, de Itaporanga, está edificando um excelente prédio, com alguns apartamentos e lojas para serem alugados, exatamente no local em que estava a casa de Fezinha.


Lá foi palco das nossas brincadeiras e das correrias, brigas. Ainda posso ouvir MARIA DA FÈ, gritando, brigando com a molecada.


O meu colega ETEVALDO CAIANA, diz que “Fezinha” foi morta pela molecada da Pedro Américo. É mentira dele, pois apesar das brincadeiras infantis ela ria dos moleques e também passou momentos felizes ao nosso lado.


"Fezinha" desencarnou nova, vítima de um aneurisma cerebral e ficamos preocupados, pois ficaria, dali para frente, Dona Bila, já quase octogenária, a cuidar do seu filho deficiente, “Manezim” que lhe dava um “trabalho danado”.


Mas Deus mandou-lhe uma sobrinha que cuidou dos dois até o fim das suas vidas.


Quando Dona Bila, morreu, pouco dias depois morre o seu filho. Não agüentou a solidão.


Mas, são as provações da vida, nessa vida que segue, mesmo após o decesso do corpo físico. Ainda vejo a velha cadeira de balanços, á frente da sua casa, que era usada, pela a Saudosa Dona BiLa, para sentar e ver o movimento da rua. Os moleques esperavam ela entrar para o jantar e fazia da sua cadeira um parque de diversões. Quando éramos identificados vinham os gritos, as carreiras:


- Saiam daí, bando de moleques!


E a carreira era grande...



Saudades!




PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou da matéria... Comenta, vai!