segunda-feira, 15 de maio de 2017

Defesa quer convencer Palocci a manter pedido de habeas corpus

Advogados acreditam que recurso é caminho para negociar delação


Ex-ministro da Fazenda (governo Lula) e Casa Civil (governo Dilma), Antonio Palocci tem um encontro com os novos advogados nesta segunda-feira (15). O novo grupo de defesa, que desde sexta-feira (12) substitui a equipe do criminalista José Roberto Batochio, tentará convencê-lo anão retirar o pedido de habeas corpus - enviado pelo relator da Lava Jato e ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, para o Plenário.

Mesmo que não haja data para apreciação, o advogado Adriano Bretas acredita, segundo a colunista Monica Bergamo, que desistir do recurso seria perder poder de negociação para a delação premiada com o Ministério Público Federal. Bretas defende outros réus da Lava Jato que conseguiram sair de prisões preventivas com negociação.

Neste domingo (14), os defensores negaram que a Lava Jato tenha pressionado o ex-ministro a mudar de defesa para negociar a delação. Segundo o grupo de Bretas (formado ainda por Tracy Reinaldet, André Pontarolli e Matteus Macedo), a força-tarefa da Lava Jato
não fez 'qualquer exigência, nem sequer mínima alusão' para que Batochio, defensor do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, saísse.


"Não houve qualquer exigência, nem sequer mínima alusão, por parte do Ministério Público Federal ou da Polícia Federal na contratação ou destituição deste ou daquele escritório", sustentam Bretas e sua equipe. Tal escolha foi feita por livre e espontânea vontade do sr. Antonio Palocci Filho."

Preso desde setembro de 2016, Palocci é réu em duas ações penais da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. Em uma delas, é acusado de receber sobre propinas de R$ 128 milhões da Odebrecht e repassado parte do valor para o PT.


Notícias ao Minuto

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