terça-feira, 11 de abril de 2017

Três graves doenças psiquiátricas que se alastram por Itaporanga e o Vale e fazem muitas vítimas

Por Redação da Folha – O alcoolismo é uma dessas doenças, ocasionando graves problemas familiares e sociais em função dos dependentes da bebida alcoólica, homens e mulheres, arruinarem a própria vida e das pessoas ao seu redor.
                
Separações conjugais, violência doméstica, incapacidade para o trabalho, isolamento e degradação familiar não são os únicos problemas. Muitos dos dependentes químicos perdem a família e o lar e vão viver precariamente em situação de rua, dormindo ao relento e alimentando-se de migalhas. É cada vez maior o número de homens, mulheres e jovens jogados pelas ruas de Itaporanga e das demais cidades regionais.
           
Em média, mais de 40 pessoas morrem todo ano no Vale em função de enfermidades relacionadas ao alcoolismo, o que representa outra triste realidade da dependência química do álcool.
                
A outra grave doença psiquiátrica é a depressão, que tem atingido pessoas de todas as idades na região, gerando, dos últimos 12 anos para cá, um número expressivo de suicídios. Muitos não abdicam da vida, mas passam a existir sem gosto e sem sentido, comprometendo a convivência familiar e afetando a vida social e profissional.
                
A insanidade mental, conhecida popularmente como loucura, é a terceiro problema psiquiátrico que mais faz vítima no Vale. As ruas de Itaporanga e da região também são
palco de muitos deficientes mentais, muitos deles sem um abrigo regular nem benefício social, o que piora sua condição de vida.
                
O alastramento dessas doenças psiquiátricas é resultado da omissão do governo estadual e muitas Prefeitura para com a saúde mental, que não tem o investimento necessário. Faltam acolhimento e tratamento dos dependentes do álcool e insanos, que vivem em situação degradante, uma violação ao princípio da dignidade humana. Ação médica e medicamentosa também falta para as vítimas da depressão na rede pública de saúde. Uma alternativa poderia ser os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), mas eles ainda são poucos e funcionam precariamente: faltam médicos, remédiso e terapias.  Foto (Marcos Oliveira): jovem com problemas mentais caminha por uma rua de Itaporanga.

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