domingo, 23 de abril de 2017

Eu já sabia...

E quem não sabia? Todo mundo já sabia: nenhuma surpresa nos novos capítulos da Lava-Jato. A novela da podridão e promiscuidade dos bastidores do poder, agora desnuda pelas delações e mostrada em cores e frieza pela TV, sempre deu sinais: seu cheiro fétido sempre esteve vistoso nas campanhas eleitorais, e todos sabiam. Sabiam, sim, dessa relação escusa entre poder político e o capital privado. 
                
Vinda da corrupção nas obras públicas, a propina passa a alimentar outro modelo de corrupção: a eleitoral. O dinheirão que movimenta as campanhas milionárias de prefeitos, deputados, senadores, governadores e do presidente da República vem de onde? Se não das obras inacabadas, superfaturadas ou mal feitas ou nunca feitas. Uma Lava-Jato só é pouco para o Brasil.
                
Ninguém é ingênuo, todos sabiam que essa dinheirama toda nas campanhas eleitorais tinha um preço alto para a sociedade, gerando um circulo vicioso. Todos sabiam, aliás, todos não: a Justiça Eleitoral, os Tribunais de Contas, as Controladorias não sabiam, coitados.  Sim! Lula, Dilma e Aércio e Alckmin também não sabiam, pobrizinhos. 
                
No próximo ano, tempo de eleição, o eleitor será o juiz de todas essas coisas e somente ele pode passar este país a limpo pelo verectido do voto, mas, não acontecendo isso, é o fim: nem a esperança restará por aqui.

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