quarta-feira, 19 de abril de 2017

Em Coremas, promotor e prefeita assinam acordo sobre concurso, mas aprovados tomam outro rumo


Por Redação da Folha – O promotor de Justiça, Leidimar Bezerra, e a Prefeita Chaguinha de Edilson, sentaram na tarde desta terça-feira, 18, para discutir o concurso público de Coremas, que foi realizado em 2016 pela gestão anterior, mas não sequenciado pela atual, apesar de decisão da Justiça derrubando a liminar que suspendia o certame por supostas irregularidades.
                
Agora foi a própria Prefeitura, em decreto publicado no final do mês passado, que suspendeu o concurso administrativamente com a justificativa de que precisa apurar a legalidade e regularidade do certame, nomeando, para isso, uma comissão, que vai realizar o processo administrativo, mas há dúvidas sobre a isenção dos indicados pela prefeita para promoverem a investigação.
                
Na audiência pública dessa tarde, a prefeita, que estava acompanhada por três advogados, pediu ao promotor um prazo de 60 dias para concluir o processo administrativo e encaminhar o resultado da apuração ao Ministério Público, argumentando que não tinha encontrado todos os documentos referentes ao concurso e precisava saber se eles atendiam a lei.
              
O promotor acatou o pedido da Prefeitura e as partes assinaram o acordo nos termos propostos pelo município. Durante a audiência, a prefeita demonstrou interesse de
sequenciar o concurso após o processo administrativo, uma vez que, conforme ela, precisa de funcionários e a lei determina que sejam concursados.
               
Os aprovados, no entanto, temem estarem sendo iludidos pela Prefeitura e, alguns, resolveram não esperar tanto tempo sem a certeza de que o município vai sequenciar o concurso, e tomaram outro rumo, o caminho judicial: vão à Justiça contra a Prefeitura para anular o decreto municipal que suspendeu o certame. Acompanhados por seu advogado, Taciano Fontes, eles estiveram na manhã desta terça no Ministério Público, horas antes da audiência, e voltaram a falar com o promotor, pedindo uma solução para o impasse e respeito aos seus direitos.

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