quinta-feira, 6 de abril de 2017

Dono de empresa esclarece polêmica do lixo de Itaporanga e diz que foi vítima de uma armação


Por Redação da Folha – O proprietário da empresa Emlurpe, responsável pelo aterro sanitário localizado em Piancó, o advogado Remígio Júnior, esclareceu a polêmica gerada pela suposta proibição do descarte do lixo de Itaporanga no aterro, fato ocorrido na última segunda-feira.
                
Na verdade, conforme Remígio, ele foi vítima de uma armação orquestrada pela Prefeitura de Itaporanga para, supostamente, tentar justificar uma ruptura de contrato com a empresa sem pagar os dois meses devidos, dezembro e março. “A Emlurpe tem contrato com a Prefeitura até junho, mas o mês de dezembro não foi pago, apesar da gestão passada ter deixado 4 milhões na conta, e também não pagou março, mas a atual gestão está criando factoides para forçar uma quebra de contrato sem pagar o que deve”, comentou Júnior.
                
Segundo o proprietário, a Prefeitura quer romper o contrato com a Emlurpe para contratar um aterro sanitário particular instalado recentemente em Itaporanga e onde já começou a depositar o lixo, mesmo sem licitação e sem ter ainda reincidido o contrato com a empresa de Piancó. “Eles começaram a levar o lixo para o aterro de Itaporanga no sábado, 1º, o que se seguiu no domingo, mas, na segunda-feira, no final da tarde, mandaram dois caminhões para o portão da Emlurpe, tiraram fotos desses carros lá e, depois, foram à delegacia e registraram um Boletim de Ocorrência na intenção de criar argumentos para dizer que a empresa tinha quebrado o contrato ao não permitir a entrada do lixo e rescindir o contrato
sem pagar o que deve”, disse Remígio Júnior, ao esclarecer que, antes desse episódio, um secretário municipal já o havia procurado propondo a rescisão contratual, e a empresa concordou desde que fosse pago o atrasado.
                
O advogado também estranhou a velocidade com que o aterro sanitário particular de Itaporanga foi instalado, mesmo sendo um empreendimento que necessita de diversas licenças ambientais para funcionar dada à sua complexidade e riscos ao meio ambiente. “A licença de instalação foi liberada no dia 03 de fevereiro e a licença de operação saiu no dia 23 de março, ou seja, um tempo recorde: é possível construir um aterro sanitário em pouco mais de um mês? Uma obra que demanda muito serviço pelo seu tamanho”?, questionou Remígio, que registrou um Boletim de Ocorrência na delegacia de Itaporanga nessa terça-feira, 4, contra a Prefeitura, em desfavor de quem pretende mover uma ação por danos morais. Foto: aterro sanitário particular já está em funcionamento em Itaporanga. 

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