sexta-feira, 14 de abril de 2017

Caçador encontra 'primo' do monstro do lago Ness

"Quando desenterramos esse esqueleto, ficamos muito surpresos", diz cientista


Um caçador encontrou por acaso, nos montes do estado de Montana, os restos de um réptil extraordinário, que viveu na região marítima, onde hoje está localizada a América do Norte, mais precisamente há 70 milhões de anos, informa artigo publicado no Journal of Vertebrate Paleontology.

"Representantes desta espécie de répteis são conhecidos por ter pescoço extremamente longo que chega a possuir até 76 vértebras. Quando desenterramos esse esqueleto, ficamos muito surpresos — no seu pescoço havia 40 vértebras aproximadamente", conta o cientista da Universidade do Alasca, Patrick Druckenmiller.

Segundo escreva Druckenmiller no Journal of Vertebrate Paleontology, trata-se de um parente do místico monstro do lago Ness. Enquanto estava caçando nas montanhas do estado de Montana em novembro de 2010, o caçador David Bradt encontrou os fósseis da criatura gigantesca, acrescentou. 

Após horas caçando, Bradt, cansado, encontrou um ribeiro e desceu para pegar água. Ele notou algo parecido com tronco de árvore afundado e tentou tirá-lo.

Mas não se tratava de um tronco e sim dos fósseis de um enorme réptil. Ao estimar o tamanho da criatura, Bradt pensou que poderia ter encontrado o esqueleto de um
tricerátopo, pois estes dinossauros são geralmente encontrados no nordeste dos EUA e enviou a foto do seu descoberto para paleontólogos.

A extração dos fósseis durou três dias e, após sua conclusão, ficou claro que essa "caça" não vivia na terra e sim no mar. É um representante da espécie do elasmossauro, ou seja, um réptil pré-histórico da ordem Plesiosauria que faz parte de uma época longínqua da nossa: do período Cretáceo. 

A América do Norte está localizada na região onde viveu a criatura misteriosa.

Quando o ‘primo' do monstro do lago Ness era vivo, o continente americano era uma região completamente diferente da atual. Duas ilhas gigantescas ocupavam a região — Laramidia e Appalachia. A linha de divisão entre elas alcançava centenas de quilômetros, onde hoje são encontrados Montana, outros estados centrais dos EUA e províncias canadenses.

O número pequeno de vértebras do réptil, que recebeu o nome Nakonanectes bradti em homenagem a Bardt e aos índios locais, surpreendeu os cientistas, pois significa que no fim do período Cretáceo existiam répteis com pescoços tanto longos como curtos. No entanto, esse fato contradiz a principal teoria de sua evolução. 

Essa descoberta significa, de acordo com Druckenmiller, que elasmossauros poderiam ter existido em etapas diferentes da evolução devido às condições climáticas do seu ambiente. (Sputnik)


Notícias ao Minuto

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