quarta-feira, 26 de abril de 2017

Apesar de muita água, Boa Ventura permanece de torneiras vazias. Moradora desabafa

Por Redação da Folha - A população urbana de Boa Ventura vem sofrendo com a falta de água nas torneiras há mais de dois anos. O problema inicial alegado pela Cagepa era a falta de água no rio Piancó, onde a companhia, através de poços instalados em suas margens, capta a água que é levada às residências da cidade.
             
No entanto, os moradores estão sem entender o motivo do abastecimento ainda não ter sido regularizado, já que o rio está com água há mais de um mês, garantindo a vazão suficiente dos poços para o abastecimento urbano. "A desculpa era a falta de água e a gente até entendia, mas e agora? Os poços da Cagepa estão cheios e o rio também tem água", questiona uma moradora local, revoltada com a companhia, que não esclarece a verdadeira causa da falta de água nas torneiras dos moradores, por quem a estatal demonstra não ter nenhum respeito.
            
Nas redes sociais não faltam postagens reclamando do descaso. Outra revolta é com relação à chegada de talões de cobrança nas residências referentes a anos anteriores. "A Cagepa manda talões atrasados, e a gente nem se lembra se tinha água nessa época, mas não trata de colocar água em nossas torneiras agora, já que temos bastante água no rio Piancó", desabafou uma outra residente.
            
O governo estadual começou a obra de uma adutora com recursos federais. A água será captada em um açude no distrito de Vazante e vai beneficiar as cidades de Diamante e Boa
Ventura. A inauguração está prevista para o mês de Junho, mas não se sabe se a obra será concluída dentro deste prazo.
          
A população está ameaçada de continuar o seu sofrimento por muitos meses, dependendo de carros-pipas e de alguns poços perfurados pela Prefeitura local e particulares, uma água sem tratamento e que também compromete a saúde pública. O município, que deveria exigir da Cagepa uma explicação, está omisso diante dos abusos e negligências da companhia.

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