terça-feira, 11 de abril de 2017

10 abr 2017 Pais podem desenvolver síndrome DO “NINHO VAZIO” quando os filhos saem de casa

“É como se o papel que os pais exerceram durante muito tempo tivesse se tornado dispensável diante da independência dos filhos”, explica psicóloga


Um dos momentos mais difíceis para alguns pais é quando os filhos finalmente crescem e saem de casa. Em algumas famílias, o baque é tão grande que os genitores são tomados pela tristeza e solidão causadas pela partida  dos filhos. Alguns especialistas classificam o quadro como “Síndrome do Ninho Vazio”. 

Alguns casais sofrem com a ‘Síndrome do Ninho Vazio’ quando os filhos saem de casa

Como acontece
Os sintomas da síndrome são parecidos com os da depressão clássica e incluem tristeza
profunda e desejo de evitar ambientes de convívio social. Porém, nesse caso, há uma sensação de inutilidade muito forte. “É como se o papel que os pais exerceram durante muito tempo tivesse se tornado dispensável diante da independência dos filhos”, explica a psicóloga Sarah Lopes, do Hapvida Saúde.

Geralmente, ela varia de três a seis meses, que é o tempo de adaptação com o novo cenário da casa. “Tende a terminar quando os pais voltam a restabelecer a rotina da casa e do casal sem a presença dos filhos, ou ainda com a chegada dos netos no ambiente familiar”, ressalta Sarah.

No entanto, se esse período se estender, é necessário buscar ajuda profissional. “O tratamento é semelhante ao de um quadro depressivo”, explica. 

Quem sofre mais?
De acordo com Sarah, não é possível determinar quais famílias vão sofrer mais com a partida dos filhos. “Em geral,  os genitores que são mais apegados aos filhos e abriram mão de tudo – trabalho, vida amorosa – para cuidar dos filhos costumam sentir mais essa ausência”, explica. 


Por reflexo das pressões sociais, as mulheres são as que mais sofrem quando os filhos saem de casa

Por reflexo das pressões sociais, as mulheres são as que mais sofrem quando os filhos saem de casa
A psicóloga ainda explica que, por conta das estruturas machista da sociedade, as mulheres sentem-se mais responsáveis pelos filhos do que os pais. Mesmo que inconscientemente, a mãe se vê na obrigação de abrir mão da vida pessoal pelos filhos. Por isso, acabam sofrendo mais quando eles saem de casa. 

O que fazer
Quando os filhos ainda são pequenos, deve-se equilibrar os papéis de pai e mãe com as atividades que exerciam antes do nascimento da criança. É importante não perder a subjetividade e deixar a vida pessoal de lado. 

E quando os filhos saem de casa, é importante acompanhar o crescimento deles fora do ambiente familiar. “É interessante programar um almoço periódico, semanal, onde todos possam se encontrar”, orienta a especialista.

Além disso, para evitar ou amenizar a síndrome, recomenda-se criar formas de lazer sem que os filhos estejam necessariamente envolvidos. “É fundamental que os pais utilizem essa independência para aproveitarem a liberdade de tomar atitudes em prol de si, sem a preocupação com os filhos, fazendo coisas que sempre tiveram vontade de fazer, mas antes eram impedidos”, recomenda a psicóloga.

Delas – iG 

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