terça-feira, 21 de março de 2017


Usando dados de mais de 52 mil homens, pesquisadores do Reino Unido desenvolveram um algoritmo de previsão baseado inteiramente em variantes genéticas comuns que podem discriminar entre aqueles sem perda de cabelo e aqueles com grande perda de cabelo.

Por: David Douglas
Fonte: Site http://portugues.medscape.com/

"Ainda estamos muito longe de fazer uma previsão precisa sobre o padrão de perda de cabelo de um indivíduo", disse o Dr. Riccardo Marioni, da University of Edinburgh, em um comunicado à imprensa. "No entanto, esses resultados nos levam um passo mais perto disso. Os resultados abrem o caminho para uma melhor compreensão das causas genéticas da perda de cabelo".

Em um artigo publicado on-line em 14 de fevereiro no periódico PLOS Genetics o Dr. Marioni e colaboradores observam que estudos anteriores "mostraram que a calvície tem uma arquitetura genética complexa, com sinais particularmente fortes sobre o cromossomo X". No entanto, o pequeno tamanho da amostra tem sido uma limitação.

No presente estudo, os pesquisadores examinaram dados masculinos do U.K. Biobank e
identificaram mais de 250 loci genéticos independentes associados à grande perda de cabelo. Isso, afirmam eles, é "uma ordem de magnitude maior do que a lista de hits anteriores do genoma".

Os principais polimorfismos de um único nucleotídeo e hits genéticos, acrescentam os pesquisadores, estavam em genes que foram previamente associados ao crescimento e ao desenvolvimento de pelos. Por exemplo, o FGF5 é fundamental para a inibição do crescimento do cabelo em mutações em animais, e está associado a cílios muito longos em seres humanos.

"É possível", afirma a equipe, que "variantes genéticas levando a níveis mais elevados de expressão deste gene resultem em maior inibição do crescimento do cabelo, levando ao padrão masculino de calvície".

Após dividir a coorte em uma amostra de descoberta de 40 mil e uma amostra-alvo de 12 mil homens, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo de previsão baseado em variantes genéticas comuns. A predição precisa ainda foi relativamente rudimentar, mas a maioria (58%) dos que tinham uma pontuação genética nos 10% superiores da distribuição relatou queda de cabelo de moderada a grave. Naqueles com uma pontuação abaixo da mediana, 39% não tinham queda de cabelo e 14% tinham perda grave.

O Dr. Marioni disse à Reuters Health por e-mail: "Tipicamente, os efeitos de genes em traços complexos, como perda de cabelo, são muito pequenos, por isso precisamos de estudos muito grandes com muitos participantes para estimar de forma precisa os efeitos deles. À medida que os estudos ficam maiores, aumenta a probabilidade de encontrarmos genes que estão associados a desfechos de saúde e a traços físicos, como perda de cabelo".

"Ainda este ano", concluiu ele, "dados genéticos estarão disponíveis em ainda mais membros da coorte U.K. Biobank. Esperamos que isso leve a uma melhor compreensão da arquitetura genética e melhore a capacidade de previsão genética de traços como o padrão de calvície masculina".

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