sexta-feira, 3 de março de 2017

Carnaval 2017: teve peitinho, bunda e celulite brilhando na rua

Sim, verdade que nossa festa mais popular sempre teve uma certa licença para corpos nus e sexualidade à flor da pele.

Carnaval 2017: teve peitinho, bunda e celulite brilhando na rua

Minha amiga sabida demais, a Carol, do Quadrado Brasília, cantou a bola e vou endossar o coro: repararam como a mulherada saiu do armário neste Carnaval?

Sim, verdade que nossa festa mais popular sempre teve uma certa licença para corpos nus e sexualidade à flor da pele. Mas este ano foi diferente, a Sapucaí perdeu a exclusividade e as ruas ganharam uma enxurrada de mamilos, bundas e outras partes de corpos à mostra.
E sabe o que é mais legal? Tinha de tudo: peito caído, popozinho murcho, coxa mole… 

Parece que o mundo finalmente autorizou: gente normal também tem direito de se mostrar. Não precisa ser gostosa para ter licença VIP de andar em trajes mínimos.

E sabe o que é mais legal ainda? Pelo menos por onde eu circulei (basicamente os blocos do Centro de São Paulo), não tinha ninguém horrorizado com isso. Nem hostil, nem desrespeitando ou assediando.

Então veja bem, este texto não é uma apologia à supersexualização. Mas é, sim, uma apologia à liberdade feminina. Se pode ter mamilo de macho na rua, pode ter mamilo nosso
também. Se tá calor, vai ter roupa curta. E queremos – melhor, exigimos! – não ser incomodadas por isso. Mais do que nunca, vale a máxima: meu corpo, minhas regras.

Quem ainda não entendeu, passou da hora de se adequar à nova ordem. É a roda que gira, o mundo que anda. Vem, gente, sobe no bonde que ele tá andando. E isso é maravilhoso!

Metropole

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