domingo, 26 de fevereiro de 2017

Os Carnavais e o Velho Chico Guimarães

1 CarnavalPENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
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Os Carnavais e o Velho Chico Guimarães
(Rey Auca)
Sabe leitor, existe mais vida dentro de nós, do que fora. A caminhada é longa e não pára, pois somos espíritos imortais, utilizando corpos mortais, que são instrumentos, usados, por vez, para o aprendizado sem fim. O danado é que a estrada é longa e interminável. Pense numa fadiga!
Você sabe o que é isso, leitor, ser imortal?
Que bom que temos algumas paradas estratégicas. O corpo morre e está morrendo nesse momento, pois todos estamos na contagem regressiva, mas nós, os espíritos, seguimos, desencarnamos, precisando voltar para recomeçar, se ajustar, se depurar, porque ao longo do caminho cometemos muitas besteiras.
Alguns não precisam viver mais ao plano da matéria. Ás vezes até vem, como professores a nos ensinar o que é a vida. Jesus foi um deles. Nós, coitados, o assassinamos. Né Não?
Sem a reencarnação a vida não teria sentido e não haveria explicação para sortes tão desiguais ou, se não, Deus, a causa, seria muito injusto.
A morte é uma parada estratégica, para voltarmos á estrada, com mais força para seguir. Por isso nada de pressa que todos vamos fazer essa parada, nada de querer dá cabo á vida, para não sair comprometido. Ninguém mata ninguém ou a sí mesmo. É preciso seguir.
Hoje estava ouvindo as velhas machinhas de carnaval e regredi. Lembrei-me do velho e guerreiro CHICO GUIMARÃES, matuto sábio! Tem muita gente por aí com o verniz dos títulos acadêmicos, mas são vazios interiormente. O Chico não, sempre foi Inteligente e sempre aconselhava a juventude, da época, sem “arreios”. Eu participava da turma. Uma turma boa.
Lembro-me bem que o velho Chico tinha uma trilha sonora para cada momento especial, cultural, da vida social. Carnaval, natal, festas juninas, semana santa...
Sempre que descia pela Rua Pedro Américo dava uma parada em frente á sua velha casa para aprender, que não era besta. As velhas cadeiras de balanço ainda estão por lá. Sentavam ele e a sua senhora, Dona Toinha, mulher de valor. Chamava-me de “Nodinho”, como os familiares e amigos de infância. Eles já deram aquela parada, para seguir a sua vida sem fim.
Nessa época começava a estudar a filosófica espírita, que é Jesus de volta e nós “brigávamos”, defendendo cada um a sua tese, pois ele sempre foi católico fervoroso e não perdia uma missa. A mulher, também.
Estive no sepultamento do seu corpo. Uma momento de tristeza, eu chorei pacas. Seria um “até logo”, longo demais. Fiquei surpreso quando na hora de colocar o seu corpo no túmulo, um dos familiares mandou que o tirasse do caixão.
- ?
É que ele pediu que o fizesse. Tirasse o seu corpo do caixão e o desse a alguém carente, que não tinha como ser enterrado. E foi feito. Fiquei emocionado.
O velho Chico agora experimenta as teses que sempre lhe informei e ele sempre retrucou. Está, agora, mais vivo do que nunca, seguindo á vida, sem a as ilusões do planeta. E com Dona Toinha de lado, a sua “prenda” que sempre o amou.
La vinha eu, da Rua Treze de Maio, descendo pela Pedro Américo. De longe divisada as duas cadeiras brancas. Em uma o grande Chico, do outro lado Dona Toinha. Casal feliz.
- Eita! Lá vem aquele "abestaiado" de Ademar Augusto. Vai falar dessas coisas de “esprito”
Vai passando... Vai passando...
Saudades de Chico e Dona Toinha.

"Inté" mais .

PENSE NISSO ! MAS PENSE AGORA MESMO

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