sábado, 11 de fevereiro de 2017

Francisco das Chagas Soares – Sua história de vida

Seu filho, o deputado José Soares Madruga 

Nasceu no dia 11 de fevereiro de 1902, na cidade de Patos, alto sertão paraibano. Foram seus pais: Manoel de Pontes e Maria Soares de Pontes.

Perdeu seu pai aos cinco anos de idade e sua mãe Maria com seus filhos: Joana, Lica, Inácio, Chagas, Alexandrina e João, passaram a viver sob a proteção do seu pai e avô, o patriarca Major João Soares (Papai Velho).

Em 1911, o velho João adquiriu os direitos de compra e venda da Fazenda Cardoso, que ainda hoje continua sendo patrimônio da família Soares. Chegando ao Sítio Cardoso e com a posse da terra, a família começou os trabalhos na agricultura sob a orientação do seu pai avô, homem enérgico e de personalidade marcante.

Chagas Soares em 1915, aos 13 anos de idade, começou a trabalhar como agricultor para ajudar nas despesas de casa. Poucos anos depois, com muito sacrifício e ajudado pelo avô, conseguiu entrar no comércio, no ramo de tecidos. Com seu tino administrativo e comercial, mascateava pelos municípios circunvizinhos, tornando-se amigo da população por onde comercializava.

Em 21 de dezembro de 1928, casou-se com Dona Ana Loureiro Soares (Yaiá), com quem teve seis filhos: Diva, Madruga, Antônio, Rita, Paulo e Geraldo.
Em 1940, seu avô Major João Soares morreu no Cardoso com 97 anos de idade. Dois anos depois (1942), pensando na educação dos seus filhos, resolveu morar em Misericórdia, hoje Itaporanga.

Continuou com suas atividades na agricultura e no comércio. Como agricultor, fez muitos campos de experimentos de algodão, orientado pelos engenheiros da Fazenda Veludo e da EMATER.

Em Itaporanga, foi alto comerciante no ramo dos tecidos. Homem de fé inabalável, com a família ia às missas dominicais e às demais cerimônias religiosas. Participava das festas alusivas à Paróquia e trabalhou muito em campanhas filantrópicas em companhia dos párocos, seus amigos e admiradores.

Foi militante político, homem de caráter, conquistou grandes amizades com sua lealdade e fidelidade partidárias, coisa bastante rara nos dias de hoje. Em 1960, foi eleito vice-prefeito de Itaporanga, na chapa encabeçada por Dr. Francisco Clementino de Carvalho (Dr. Paizinho). Chegou a assumir a Prefeitura, período em que se envolveu com problemas do município, mas procurando resolvê-lhos sempre tudo a contento.

Destacou-se como presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Como político, levou seu filho Soares Madruga a se candidatar em 1974 para Deputado Estadual. Foi articulador político da campanha de Madruga. Neste mesmo período, no mês de julho de 1974, ainda no hospital, pois acabara de passar por uma cirurgia, recebeu emocionado Paulo e Idalva que acabaram de se casar e foram pedir a bênção ao pai, que entre lágrimas e risos os abençoou, rezou e pediu a Deus pela felicidade do casal.

Faleceu em João pessoa aos 72 anos, no dia 23 de novembro de 1974, poucos dias depois da eleição de Madruga. Horas antes de morrer viu recompensado todo o seu trabalho, com a vitória do filho, eleito Deputado Estadual. Ao receber a notícia do resultado das urnas, deixou transparecer em seu semblante a alegria e a certeza do dever cumprido.

Deixou seis filhos e onze netos. Seu corpo foi sepultado na cidade de Itaporanga, terra que tanto amava e dela, muito se orgulhava.

A família Soares fundou e mantém na Fazenda Cardoso, uma espécie de museu onde estão expostas algumas relíquias históricas da família. Já que o poder público nada fez ou fará para preservar a história e a cultura de nossos antepassados, a família tomou essa bela e digna alternativa, pois jamais devemos esquecer as nossas origens e a memória de nossos entes queridos. De parabéns toda a família Soares e principalmente quem concebeu esta tão brilhante ideia.

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