sábado, 18 de fevereiro de 2017

Enfermeira municipal queixa-se que está sendo perseguida e discriminada em Itaporanga


Por Redação da Folha – Desde que ingressou no serviço público municipal em novembro de 2016, depois de ser aprovada em um concurso público da Prefeitura de Itaporanga, a enfermeira Ana Cléia Barros da Silva diz que está sendo perseguida e discriminada pela gestão municipal e a prova disso seria o desvio de função a que foi submetida.
               
“Embora eu seja uma profissional qualificada e experiente, com mais de 20 anos de enfermagem, já tendo trabalhado no Samu de Patos e hoje também atuar no Samu de Catingueira, onde fui bem acolhida, aqui em Itaporanga não posso exercer minha atividade no serviço público porque me colocaram em setores onde não posso exercer minha profissão, e quem perde também é a saúde pública e a própria sociedade”, comentou ela.
                
Ana Cléia é de Patos e atualmente está lotada na Vigilância Sanitária de Itaporanga, mas não pode exercer a profissão porque não há funções de enfermagem no órgão, segundo ela, que também já foi obrigada a trabalhar como recepcionista, uma atividade totalmente distinta de sua formação e, principalmente, incompatível com o cargo para o qual foi aprovada no concurso.
                
Além do desvio de função, a enfermeira conta que também foi alvo de um processo administrativo movido pela Prefeitura para tentar demiti-la por faltar ao trabalho, mas Ana
se defende, argumentando que, por orientação da própria gestão municipal, ficou em casa no aguardo de um treinamento para os enfermeiros do Samu, mas a capacitação não aconteceu nem ela foi chamada para o serviço móvel de urgência. “Eles contratam enfermeiros para o Samu, mas eu, que sou uma enfermeira concursada, fiquei sem função”, lamentou ela.
                
Ana acredita que toda essa perseguição pode ser em face de sua condição de portadora de necessidades especiais: ela tem um problema auditivo e usa aparelho, mas está capacitada para o exercício da atividade. No entanto, percebe que é discriminada: “Hoje, enquanto o país e o mundo se voltam para acolher e incluir a pessoa com deficiência, aqui em Itaporanga ocorre o contrário, porque chegaram a dizer que não me colocavam no Samu porque eu era deficiente, uma coisa absurda e triste para Itaporanga, uma cidade tão importante e que não podem seus gestores querer infringir a lei e comprometer a civilidade e a boa fama desta terra com atitudes preconceituosas e discriminatórias”, disse a enfermeira.
                
Ela denunciou o caso ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Enfermagem, que já tentou resolver o problema, mas, até agora, nenhuma providência foi tomada pela Prefeitura e a enfermeira continua sem poder exercer sua atividade, embora sendo paga com recursos públicos para isso.

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