sábado, 18 de fevereiro de 2017

Em Itaporanga, prefeito determina incineração de documentos municipais. Vejam o que vai para o fogo

Por Redação da Folha – Muito da história social, cultural e política de uma cidade está nos arquivos de uma Prefeitura em face dos diversos documentos que produz e recebe ao longo do tempo de sua existência. Destruir documentos municipais pode significar acabar com informações históricas importantes. Por isso, uma medida que visa por fim a documentos públicos antigos e aparentemente sem valor pode não ser tão simples quanto parece.
            
Nessa sexta-feira, 17, a Prefeitura de Itaporanga publicou um decreto autorizando a incineração de documentos do arquivo municipal, e também instituiu “uma Comissão Especial de Análise de Destruição e Preservação de Documento Público, com a finalidade de analisar, avaliar e selecionar os documentos de arquivos públicos relativos às áreas administrativas, inclusive recursos humanos, contábil e fiscal do Município de Itaporanga para efeito de guarda permanente e eliminação dos destituídos de valor”.
            
Depois que seus membros forem nomeados pelo prefeito, a comissão terá 90 dias para realizar todo levantamento quantidade e qualitativo dos documentos constantes no arquivo da Prefeitura e selecionar os que vão para o fogo. Serão incinerados, conforme o decreto, os documentos com, no mínimo, cinco anos e sem valor histórico e que também não sirvam para pesquisa e consulta. Documentos mais novos poderão igualmente ser destruídos desde que constatada sua inutilidade.
            
Alguns historiadores locais, no entanto, estão preocupados: eles acreditam que, se a comissão não tiver bom preparo técnico e sensibilidade intelectual para realizar esta análise, muitos papéis públicos de importância histórica, seja do ponto de vista administrativo, contábil e social, poderão ser destruídos para sempre, comprometendo parte da memória do município.

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