quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

As Prisões da Alma



jesus

As Prisões da Alma

   (Reynollds Augusto )
Quando o “cabra” já está ligado ao corpo físico,  para  submeter-se  ás conjunturas próprias  da vida , aperfeiçoando-se e resgatando, todos os dias,  os males e equívocos cometidos, ao longo da caminhada, que não se resume a “uma vidinha” de cem anos,   é considerado uma alma.

 Foi por isso que Jesus, o maior agente de Deus , que já esteve por essas bandas disse: “Não sairás daí ( do planeta Terra) enquanto não pagares até o ultimo ceitil” .  Isso é “penalidade  divina”  , que corrige.
Portando  a alma é um espírito encarnado.

Já o “cabra” que perdeu o corpo físico ,  que acontece todos os dias, pois ninguém aqui vai ficar,  “vira”  espírito.

Quando o corpo morre  a individualidade que pensa e que sente, segue a sua vida rumo a plenitude.  Somos imortais. Mas, qualquer coisa é a mesma coisa, momentos de uma mesma realidade.
Todos nós estamos presos ao corpo físico e essa ligação é tão estreita que pensamos ser o corpo e definitivamente, não o somos. É preciso saber que somos "um espírito que usa um corpo e não um corpo que possui um espírito".

Entender isso é importante para que possamos seguir bem, sem se fixar nas ilusões da caminhada. Buscando os reais tesouros :

“ Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”
Essas letras são as lavra de Mateus, que disse que Jesus teria dito.  Eu acredito, tem lógica.
Além das prisões mentais, sentimentais  a alma, presa ao corpo, ainda pode experimentar outros tipos de prisões, que são aquelas estabelecidas pelo Direito Social, mas que nem sempre exprime a boa política.  Aquela do reajuste, da volta à normalidade.
Temos as prisões temporárias, que são usadas  para assegurar a eficácia de alguma investigação.

Temos a preventiva, essa é a mais usada e o nome já diz, serve para prevenir , também,  o êxito  da  investigação.

O danado é que a nossa Constituição federal determina que o “ Cabra” só pode ser considerado culpado de algum crime quando todos os julgamentos dos recursos sejam realizados. E o uso exacerbado dessas prisões  promove uma “salada da gota” de prisões desnecessárias.

 Os presídios estão abarrotados de “ladrões de galinhas”, com qualificados criminosos e isso não dá certo  pois o preso sai de lá formado em Crime. É preciso repensar esse tipo de pena. Todo mundo junto não dá certo e assim sendo não haverá cadeia para tanta gente.

 A prisão que deveria ser educativa para a reinserção á sociedade , virou universidade do crime  e o Estado é impotente para mantê-la. A corrupção graça solta, até frigobar já encontraram lá  dentro.
Ainda temos  a prisão em flagrante, essa qualquer do povo pode realizá-la. A prisão para execução da pena,  que visa obrigar o condenado a cumprir a sua “terapia desocupacional” .

Temos ainda  a prisão preventiva para extradição, “sendo mais do direito internacional “ para assegurar a prisão do indivíduo até o seu envio ao país de origem .

 E  por fim  a prisão civil daquele que não quer pagar a pensão alimentícia, a única nessa  modalidade pois a prisão por depositário infiel ,  o supremo a julgou ilegal.

Bom para os “velhacos” .

Tudo isso fez-me reler um excelente texto do Espírito Joana de Angelis, a quem admiro incondicionalmente pela sua grandeza. Já que estamos em tempos de compartilhamentos, repasso aos meus amigos:

PRISÃO E LIBERDADE

Não necessariamente entre construções que coarctam os movimentos, encontra-se aprisionado o homem.
O grande número de encarcerados está fora dos alcáceres de pedras e grades onde apenas alguns expungem os delitos de ontem ou atuais.

Expressiva parcela da Humanidade estagia em processos de regeneração moral, sob injunção carcerária de complexa variedade, não menos padecente do que aqueles que foram alcançados pela humana legislação e arrojados aos calabouços.

Trânsfugas do dever, delinquentes primários ou pertinazes, criminosos diretos ou inspiradores de delitos, que passaram, na Terra, ignorados, ou aqueles que lograram menosprezar os códigos da Justiça, retornam ao proscênio carnal sob rudes penas, recuperando-se para a vida enobrecida, exercitando renovação e aprendendo equilíbrio em prisões não menos coercitivas do que as erguidas pelas leis dos povos.
+
O remorso é um cárcere impiedoso.
A paralisia constitui uma algema vigorosa.
A soledade moral e afetiva significa uma cela de austera reeducação.
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A alienação mental corresponde a uma penitenciária lúgubre.
A bacilose contagiante que exige a segregação do paciente se converte em uma detenção presidiária.
A frustração perturbadora caracteriza uma cadeia em sombras.
A limitação teratológica expressa uma rígida muralha que aprisiona.
O pessimismo contumaz corresponde a uma alcáçova, que retém o culpado.
A limitação orgânica e psíquica reflete um presídio estreito e constritor.
A ignorância pertinaz torna-se uma enxovia onde não luz a esperança.
Prisioneiros são todos os que experimentam essas e equivalentes outras condições, embora muitos deles transitem pelas avenidas e parques do mundo, em aparente liberdade.
Liberdade, porém, é situação íntima, defluente das conquistas logradas a penates de sacrifício, de estudo, de realização enobrecida.
Ensinou Jesus com vigor, oferecendo um conceito que dispensa qualquer retoque: Busca a verdade e a verdade te libertará.
+
Onde quer que te detenhas, no processo evolutivo impostergável, busca a verdade e incorpora-a ao teu cotidiano, a fim de que paires em liberdade, sem qualquer grilhão ou cárcere que te limitem os passos ou em vôos na busca da felicidade

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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