sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A Despedida Mais Dura

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
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A Despedida Mais Dura
(Reynollds Augusto)

Ah, os carteiros! O quanto eles fizeram e fazem parte das nossas vidas. Emissários de péssimas e ótimas notícias, nessa dinâmica existencial que não pára. Os carteiros são como os médiuns, que trazem informações do lado de lá, nos mostrando que a vida não cessa, nem com a morte do corpo físico, que perde a sua energia vital a cada minuto.

Estamos todos na contagem regressiva. Não tem jeito. E, leitor, como o tempo é ilusão, chega logo. Todos nós já nascemos com prazo de validade. O curso por essas bandas é curto. Daí a importância de brigar menos, ser menos graves, menos frios e amar mais. Principalmente os nossos, pois são os próximos mais próximos. Eles partem cedo e o dia ninguém sabe.

Essa semana nós tivemos a notícia inesperada da morte ou desencarne do filho do carteiro aposentado Nilton Mendes, que é um polivalente: Inteligente, filósofo, cantor, compositor e um bom contador de estórias.

Ele tem na mente e no coração as estórias da nossa “Rainha do Vale”. Quando Nilton vinha, de longe, quando já o divisava, o carteiro se aproximando, ficava ensimesmado, para saber se ele trazia alguma “alvissara” para mim. Quando não, eu o segurava para contar as belas histórias da nossa bela Itaporanga. Ficava deslumbrado com a sua memória. Como Itaporanga têm histórias guardadas nas mentes dos seus filhos. Como o tempo é cruel e não registramos essa dinâmica.

Sempre o aconselhei a escrever um livro, dizia não ter tempo. Itaporanga não pode perder essas memórias, pois assim partiremos e os filhos do futuro ficarão alheio ás nossas verdades. Quem sabe agora, na aposentadoria.

Mas, essa semana, nós tivemos a triste notícia da partida do seu filho, Tássio Mendes, que partira fora do combinado. Fora brutalmente atropelado na cidade de João Pessoa, quando , acertadamente, cruzava a faixa de pedestre e uma mulher, porque estava atrasada para uma prova, ultrapassou o sinal vermelho e o atingiu em cheio, dizem.

Itaporanga vibrou por sua recuperação, mas não deu. Precisou desencarnar.
Nilton é meu irmão duas vezes: irmão maçom e meu irmão em fé, pois somos cristãos. Ele fervoroso Católico e eu fervoroso espírita. No átrio da respeitosa Loja Maçônica 20 de Outubro, antes de adentramos para os “estudos” regulares, sempre me aproximava dele para saber mais, e como aprendia.

Meu irmão, essa com certeza é á maior das dores. Pela ordem natural é sempre o filho que “enterra “ o Pai, quando o contrário acontece, sentimos algo estranho, triste, infeliz e principalmente Tássio, que era seu amigo de fé.
Mas, não tem jeito, natural ou não estamos aqui de passagem. De uma coisa tenha certeza ele continua vivo no plano da energia, deixando o plano das formas, que alimenta a nossas ilusões.

Foi um “ATÉ LOGO” e o reencontro é certo. Vibremos por ele, nesse momento e temos certeza que está amparado, por sua grandeza interior, fruto da semeadura desse Pai que sempre foi um grande nas busca dos valores do espírito.

Deus esteja contigo e com Tássio, meu irmão.

Aqui ninguém vai ficar.

PENSE NISSO! MA PENSE AGORA MESMO

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