sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Viúva volta a cobrar solução para caso de duplo homicídio em Igaracy e teme impunidade

Por Redação da Folha – Desde que seu marido foi executado brutalmente a tiros, em 17 de setembro de 2015, no sítio Macacos, município itaporanguense, onde tinha uma propriedade, a viúva Rita Maria Coelho, que reside em Igaracy, peregrina por delegacia, fórum e Ministério Público de Itaporanga na luta para que o crime não fique impune, mas, até agora, conforme ela, o caso ainda não foi esclarecido.
            
Além do seu marido, o agricultor Cícero Pompeu da Costa (foto), então com 35 anos, uma outra pessoa foi morta junto com ele, um idoso, Pedro Cândido, que testemunhou a perseguição e morte de Cícero e foi executado também. “Como é que pode duas pessoas serem mortas há 1 ano e quatro meses e não haver solução para o crime, como se fossem dois bichos mortos?”, questionou a viúva, ao cobrar agilidade da Justiça e empenho da polícia durante contato com a redação da Folha na manhã desta sexta-feira, 13.
            
“Acho que, se fossem duas pessoas familiares de autoridades, gente de prestígio na política ou na Justiça, o caso já estaria solucionado”, desabafou a viúva, ao informar que o
inquérito já transitou entre a polícia e o judiciário alguns meses e agora está, novamente, na mesa do juiz para novo despacho, mas a investigação não avançou.
              
Ela disse que a polícia alega dificuldades de apurar a autoria do crime por falta de testemunhas e evidências que apontem a motivação ou, ao menos, uma linha segura de investigação, mas "eu acredito que se houvesse mais interesse da Justiça, o crime pode ser esclarecido. Seis pessoas chegaram a ser presas como suspeitas de envolvimento no duplo homicídio, mas foram liberadas por falta de provas.

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