quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Novo capítulo na novela da adutora: Energisa desmente Cagepa e diz por que ainda não ligou energia

Por Redação da Folha – Há oito dias, a adutora Nova Olinda/Itaporanga está pronta, mas falta energia elétrica para mover a bomba que vai jogar a água na tubulação. Diante disso, a população urbana local, que está há quase um ano sem água nas torneiras, pergunta: de quem é a culpa por tanto descaso?
                
A Cagepa reitera, inclusive, através do engenheiro responsável pela fiscalização da obra, que o padrão elétrico está pronto desde o último sábado e que as pendências técnicas que foram detectadas na primeira vistoria da Energisa foram sanadas e a estrutura está apta para receber a energia elétrica, dependendo, agora, somente da concessionária. Mas outras figuras da companhia de água são radicais e tentam culpar exclusivamente a Energisa pelo problema.
                
No entanto, em contato que a Folha fez na tarde desta terça-feira, 24, com o engenheiro da Energisa, ele deu outra versão para o fato. Conforme o profissional, somente nesta segunda-feira, 23, é que a concessionária de energia elétrica aprovou o padrão e recebeu o contrato de consumo assinado pela Cagepa, outro item obrigatório para execução do projeto de ligamento elétrico, mas, conforme o engenheiro, não há como ligar a energia imediatamente porque isso demandaria muito serviço.
                
Segundo ainda o engenheiro, pelo que determina a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a Energisa tem agora 120 dias para fazer a ligação, mas, como se trata de uma
obra emergencial, a concessionária planeja fazer a ligação dentro de nove ou dez dias. “Uma ligação como esta não pode ser feita do dia para a noite, porque demanda equipe, é preciso avisar à população com antecedência sobre desligamento de rede e envolve outras atividades”, comentou ele.
                
Diante de tantas versões e explicações, apenas uma palavra parece fixar-se na cabeça de um povo carente de um bem tão essencial, que é a água: “descaso”, principalmente do poder público, que deveria ter entregue esta obra ainda em 2015, mas o sofrimento, o transtorno, a sede, o  constrangimento e a doença de uma população inteira parecem não ter sido suficiente para sensibilizar o governo. A falta de vontade política misturada à falta de planejamento e aos tropeções da obra encheram a novela da adutora de drama, uma história que parece sem fim.

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