domingo, 29 de janeiro de 2017

Em Piancó, os três problemas que prometem ser o principal calo no sapato do prefeito

Por Redação da Folha – Agora sentado na cadeira da realidade administrativa, depois de uma campanha eleitoral em disse que priorizaria uma solução definitiva para a crise hídrica que afeta a zona urbana de Piancó há mais de dois anos, o prefeito Daniel Galdino (PSD), que vai completar um mês no poder, enfrenta dificuldades para vencer o problema.
                
Talvez hoje a principal delas seja sua condição de adversário político do governo Ricardo Coutinho, que, embora seja o responsável, através da Cagepa, pelo abastecimento urbano, até agora tem tomado apenas medias paliativas, nenhum plano para solução definitiva da falta d’água na cidade.
                
Sem poder contar com apoio estadual, Galdino mira no Governo Federal. “Esta semana vou me encontrar com o ministro da Integração Nacional, Jader Barbalho, em Campina Grande, e levar até ele o problema”, comentou o prefeito, que planeja a construção de uma adutora emergencial para trazer água de Nova Olinda para Piancó, mas sabe que se trata de uma obra cara e não será fácil viabilizá-la em curto prazo. Por enquanto, rezar por chuvas talvez seja outra ação também importante.
                
Outro grave problema de Piancó é a falta de um matadouro municipal. O próprio prefeito admitiu em entrevista que “Piancó come carne e não sabe de onde vem”, referindo-se aos
abates clandestinos porque há anos a cidade não tem abatedouro, um grave problema à saúde pública.
              
A cidade tinha apenas um equipamento de abate de animais e produção de carne, mas a Justiça fechou esse matadouro em razão de diversas irregularidades, desde as precárias condições de higiene à sua localização imprópria, ou seja, dentro da cidade. “Não se pode construir um matadouro com menos de um milhão e meio de reais”, disse o prefeito ao mostrar o tamanho do problema que tem em suas mãos e que poderá nem resolvê-lo em quatro anos, como os dois prefeitos anteriores também não resolveram.
                
Outra dificuldade que deve estar perturbando o gestor municipal é o excesso de compromissos políticos por emprego na Prefeitura. Ele sabe que se for acomodar “todos os grandes e pequenos aliados” na folha de pagamento da edilidade, como nas últimas três gestões municipais, dificilmente ficará receita própria para investir em obras e serviços básicos, mas as pressões são grandes, principalmente de quem empunhou a bandeira da campanha e agora quer sua “recompensa individual”, uma prática arraigada na cultura política local e regional, mas extremamente maléfica aos cofres públicos. 

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