quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Até Mais Zygmunt





zgimunt
Até Mais Zygmunt
( Reynollds Augusto Cabral)
 
Sabe leitor, essa semana  o mundo ficou mais pobre. Desencarnou o um dos intelectuais mais importantes do século XX. O homem que criou a “modernidade líquida”, que é fenômeno visível nos dias atuais.
Uma metáfora para indicar que o mundo está menos pesado, a sociedade está mais interativa e que precisamos observar o fenômeno contemporâneo com mais zelo, para tornar a vida mais suave e menos pesada, menos grave, adequando-nos aos chamamentos dos novos tempos.

Pelo menos essa é uma interpretação pessoal, sendo preciso tirar o espírito da letra. Foi um sociólogo e filosofo famoso, morrendo aos 91 anos.

A vida é assim, estamos sempre nos despedindo e precisamos dar o melhor de nós para o aperfeiçoamento, fugindo das ilusões e das pseudoverdades ou dos atavismos tradicionais, que nos distanciam da leveza dos valores, das mudanças de conceitos, rumo ao aperfeiçoamento, a meta de cada qual.

Triste do homem que não muda de opinião.
Nas minhas monografias da graduação e das especializações o seu livro “Modernidade Líquida” sempre serviu de objeto ás minhas feituras, esteiando as minhas pesquisas e o livro está tão atual quanto no início.  As verdades são assim, o tempo, as culturas, não conseguem destruí-las, porque se sustentam com o condão da convicção, ou melhor, da certeza.
 
Deve ser por isso que Jesus, o de Nazaré, nos ensinou o “pulo do gato”, como sempre disse o meu colega, Oficial de Justiça, aposentado, José Araújo, querendo indicar á solução para os desafios da vida, que movimentam as nossas estradas:
 
“Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.
 
  Depois de um problema leitor, se prepare para o outro. São instrumentações que o nosso planeta permite para que possamos maturar e crescer.
 
O Zygmunt teve experiências de vida importantes, sendo militante político ativo. A sua graduação deu-se da URSS e por ser combatente, pensador eficiente, saiu da sua condição de pobre, socialmente, chegando a ser professor universitário.
 
Há uma interpretação extremista do seu livro, pois alguns sustentam que o Bauman foi um pessimista. Eu percebi algo diferente, entendendo a liquidez como própria das nossas conquistas hodiernas, da tecnologia, da objetividade. Da não complicação, sem implicar insegurança.

O aperfeiçoamento da tecnologia indica as mudanças do pesado, para o leve.  A comunicação está praticamente instantânea, líquida. Os processos judiciais, as demandas propostas agora estão, pouco a pouco, sendo realizadas digitalmente, permitindo menos entulho no planeta, mais “liquida”.

E pensar que o “cabra” interage, em tempo real, com um parente que mora do outro lado do planeta, isso sim é uma “liquidez” que ninguém consegue conter.
 
Não sou, de todo, aderente à sua tese, mas as suas reflexões servem de base para outra visão do mundo.
 
De outra sorte, os tempos são outros e cada tempo tem a suas peculiaridades.
 
É tempo de encontrar o amor e a verdade.
 
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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