quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Vantagem de Ser Meirinho

PELOS CAMINHOS DO OFICIAL DE JUSTIÇA
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
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A Vantagem de Ser Meirinho
(ReyAuCa)

Sabe leitor, uma das vantagens de ser Oficial de Justiça e que andamos muito e vamos a lugares inimagináveis. Geralmente é por esse agente administrativo que a população tem o primeiro contato com a Justiça. E ao chegarmos, em alguns, incita-se o medo, como hoje, quando fui pedir uma simples informação a uma cidadã , sobre uma parte, que não mora no endereço constante no mandado. Acalmei-a e terminei encontrando os pais da parte, que moram em lugar diverso. É preciso entender que também somos emissários de boas notícias.
O Oficial de Justiça, também, cumula as funções de detetive, psicólogo e até conselheiro. Por vezes até de "pára-raios". É normal, sendo preciso saber bem conduzir a diligência.
Talvez tenha sido por isso que o Novo Código de Processo Civil o colocou na função de mediador, pois ele está em contado direto com as partes. É mais uma função a serviço do magistrado, para dirimir tantos conflitos. O juiz é um maestro a reger a sinfonia da justiça, na justiça. Os seus auxiliares precisam estar afinados senão o concerto não convence. Quando a decisão é justa, fica tudo certo. A lei está aí para isso, para se aproximar da justiça. Lei injusta é um engodo, sendo a degenerescência do Estado de Direito.
Não encontrei a parte. Um drama pessoal de um pai e mãe, aflitos, que perderam o seu filho de 24 anos, no estado de São Paulo, em um desses crimes passionais. Conversamos sobre a continuidade da vida, após a vida. Disse que, apesar dos conselhos, o filho foi em busca de uma cabocla na cidade de São Paulo e nada o segurara. Fora brutalmente assassinado pelo o ex-companheiro da sua amada. Um amor que resultou em morte.
Isso quase sempre acontece. Não vale a pena morrer por amor. O amor é construção, contrato, consciência, fidelidade, cumplicidade, compromisso. Quem ama e é amado vive menos grave, apesar das dificuldades , que a vida sempre impõe. Amor é vida.
Mas, a parte, residia no antigo Sítio Santo Antônio, do meu excelente tio DEASSIS LEITE, que tem o sorriso mais belo desse planeta. Cabeça centrada, que sempre foi compromissado com a família. Formou os seus filhos e no entardecer da sua vida está laureado pelo amor dos seus. É o reconhecimento.
É Bom ter a família amorosa ao nosso derredor, quando o instrumento somático vai perdendo a sua energia vital. Ainda bem que somos imortais e estamos, por essas bandas, fazendo um minicurso ao aprimoramento do espírito, que é imortal.
Mas, como dizia, o Sítio Santo Antônio, da minha infância querida, transformou-se no bairro Santo Antônio, ainda em fase de construção. É sempre assim, estamos sempre nos despendido de tudo e nada fica para permanecer, só o espírito imortal que segue, sem fenecer.
Eita rimou, de novo!
É uma pena que a maioria das pessoas "são analfabetos espirituais” e não sabem o que é a vida, nem procuram saber, para viver mais feliz, com qualidade. É próprio da condição do nosso planeta que os imortais dizem ser de “provas e expiações”. Ou o cabra está aqui para ser provado às suas mudanças ou está para “apanhar” da vida rumo à plenitude, resgatando seus mal feitos, pois, segundo Jesus, “não sairemos daqui” enquanto pagarmos até o último ceitil e em cem anos não dá para nada. Imaginem essa turma que roubou o dinheiro do povo. Coitados , não sabem o que os espera .
Também é escola de aprendizado e hospital, em sua maior parte.
Essa é a dinâmica do “Direito de Deus”. Mas, vez por outra "ele" , a causa, envia um missionário, nas mais diversas áreas, para dar uma alavancada na humanidade. Jesus foi um deles. Gandhi também, Buda, Madre Tereza, Einstein...
Mas, corri muito por aquele sítio, subi muito nos “Pés de goiabas”, de mangas, de pinhas. Em um tempo que sabíamos o dia e hora da invernada vir e voltar. Era uma fartura.

Existia um pé de caju, mas proximidades do riacho, que sempre foi o nosso trampolim, para pularmos nas correntezas do Rio Santo Antônio. Os moleques se divertiam alegremente.
Quando o meu primo Emílio Leite, filho de Tio De Assis, hoje pelas bandas de São Paulo, vinha, nas férias, com a família, visitar a terra mãe, sempre fazíamos, na casa grande, aqueles belos assustados. Com as músicas dos anos oitenta, que nos faziam suspirar, com as belas garotas, felizes, hoje todas casadas, viajando nesse tempo que não pára.

A “casa Grande”, hoje, está na cidade e o sítio está desaparecendo , perdendo espaço para a urbanização.
Nada fica para permanecer. É bom aproveitar cada momento para ser feliz e crescer.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
www.pensenisso.itaporanga.net

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