quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Boa Ventura a Cidade Iluminada

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Boa Ventura, Cidade Iluminada
(Rey AuCa)
Sabe leitor, Boa Ventura é uma pequena cidade do interior da Paraíba e está localizado na microrregião de Itaporanga, a Rainha do Vale, a Capital do Vale do Piancó, a terra do Cristo, Rei do padre Zé.

 É lá, também, que está localizado o CESB- Espírita, que representa uma luz constante durante o ano todo, com um programa de evangelização infanto-juvenil, que prepara a criança e o adolescente para se tornar homens de bem.
“Criança evangelizada hoje, homem de bem amanhã”.
Né não?  É o que esperamos.
Muitos daquelas crianças já estão adultas, casadas e seguem os seus destinos. Foram bem alimentadas com a filosofia de vida proposta pelo espírito mais perfeito que já veio por “essas bandas”, Jesus de Nazaré, ás luzes da Doutrina Espírita, que é ele de volta,  numa terceira fase:
Todas as religiões são escolas que preparam o homem para um fim comum, o encontro com a verdade. Algumas ainda estão distantes desse caminho, mas tudo se estabelecerá no tempo na maturidade, pois a vida não tem pressa e somos imortais. Até lá, ainda, muitas dores e felicidade também, são mecanismos do aprendizado.
Mas, se preocupe não “cabravéi” todos têm o seu tempo e “nenhuma só das ovelhas do meu Pai se perderá”.
NENHUMA!
“(...) Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós". (...) João 14:15-17
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É a Doutrina Espírita. Não duvide não!
Essa noite eu fui ao Evangelho do Cesb- Espírita e discutimos aquela passagem evangélica em que Jesus não recebeu a sua mãe e os seus filhos,  em momento que ele estava ensinando. Uma moral estranha, que precisa ser entendida à luz do espírito que vivica e não com a letra que mata, para não concluirmos que o homem que exalava amor estava dispensando a sua família.

É bom ler o "Evangelho Segundo o Espiritismo" para entender a passagem.
Logo em seguida fui á cidade baixa e gostei do que vi. Em fim de etapa, para começar outra, a prefeita da cidade, Leonice Lopes, iluminou toda a pare central da cidade. Virou ponto turístico. Muita gente, muito movimento, muita alegria. O comercio está movimentado e a alegria está no ar.
Tudo isso me fez relembrar o poema do Espírito “UM AMIGO POETA”, lá “de Catingueira”, cujas mensagens vêm por intermédio da minha amiga e irmã Lucia:
ANO NOVO
Mais um ano que se finda,
É grande o encantamento,
Mas, se estás na Terra ainda
Faça um questionamento:
Quantas vezes fiz o mal
Há quem não me tem apreço,
Quantas vezes fui ao Hospital
Visitar quem não conheço?
Quantas vezes fui solidário,
Pra ajudar um irmão?
Quando visitei um presidiário
Que mora com a solidão?
Quantas vezes fiz a crítica
E julguei mal a alguém ?
Pensando que a vida é física
E outra vida não tem.
Quantas vezes induzi
Alguém a se prostituir ?
Quantas vezes refleti
Por que estou aqui?
Quantas vezes auxiliei
Um irmão, sem vaidade?
Quantas vezes exercitei
O amor e a caridade?
Quantas vezes o bem eu fiz
Pra ter a alma menos tensa?
Quando fiz alguém feliz
Sem esperar recompensa?
No início dessa nova  fase
Lembre-se que a tua matéria é pó
Faça , meu irmão ,uma análise
Para ter um ano melhor.
PENSE NISSO ! MAS PENSE AGORA MESMO

www.pensenisso.itaporanga.net

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A TROCA


DEUS ESCREVE CERTO POR LINHAS PERFEITAS!

Dona Emília sempre viveu pensando mais nos seus do que em si própria. Com certeza isto ela herdou da mãe, que não fazia picolés para vender, mais o congelador de sua geladeira era abarrotados de picolés de saquinhos, do gosto de cada um dos "abençoados" de seus netos. Assim era Dona Lia. Assim viveu Dona Emília!

Ela vivia mais a vida e os problemas dos filhos e netos, esquecendo varias vezes a sua. Foi uma Mãe e tanto, só estava realmente feliz, quando todos estavam sob a proteção de "suas protetoras assas".

Em novembro deste ano sua neta Marina, doente ranal crônica, foi acometida de uma violenta Pneumonia e passou entre UTI e leito hospitalar, um mês e sete dias internada. Foi quando, no dia 21 de dezembro o médico resolveu antecipar sua alta que estava prevista somente para o sábado (24).

Ao chegar em casa já encontrou a avó com uma terrível dor de cabeça, mas ainda houve tempo de dar-lhe um abraço... Acometida por um irreversível AVC hemorrágico, assistida pela filha, que era seu porto seguro, foi levada as presas pelo Samu para o Hospital de Traumas e depois dos procedimentos que o caso requeria, foi entubada e transferida para o Hospital Nossa Senhora das Neves.

O HNSN, hospital novo e moderno, foi aonde sua neta passou mais de um mês internada. Mas não foi essa a única coincidência: foi colocada no leito vizinho ao que Marina estava. Os planos de saúde eram totalmente diferentes.

Dona Emília se preocupou muito com o estado de saúde de sua querida netinha, em todas as vezes que liguei para saber dela, muitas vezes aos prantos ela afirmava: Meu  filho, se é de Deus levar um filho meu ou qualquer um de meus netos, eu prefiro e peço a Ele que me leve. Eu já vivi demais. Aproveite que a Igreja está aberta e reze. Marina está precisando de reza!.

É Dona Emília, quem sabe se Deus na sua infinita misericórdia, não atendeu mais um dos teus pedidos. Vai em paz, breve nos reuniremos novamente e a família ficara completa outra vez! Continuarei de amando! Um Beijo.


A Famigerada Corrupção








A Famigerada Corrupção

 ( Rey AuCa)



Como  vai o Brasil? Bem obrigado.


Nunca se viu tanta faxina na nação. O escândalo ( no aspecto geral) faz parte do comportamento humano, que em sua maioria é hipócrita e de esconde por trás das mascaras,  da lei.


Não é regra geral ,pois há muitos seres conscientes dos seus papeis sociais e  que já pularam  essa pagina de suas vidas.  



O compromisso só se estabelece em nossas vidas quando chega a conscientização, que é fenômeno demorado. Podemos comparar, ainda, a nossa democracia à  gestação, mas já vingada, pois as instituições estão seguras. Só precisa o povo se convencer disso.



A vigilância , agora, é geral, com as redes sociais e nenhum agente público consegue se esconder dos olhos da população, sendo preciso comportar-se com a devida moralidade no trato com as espécies públicas.

       Com o povo se politizando, ficará mais difícil enganar à surdina , se locupletar da sua riqueza, nessa que é uma das maiores cargas tributárias do mundo, sem o devido retorno.



E la não é apenas fenômeno regional, nacional, internacional é global. E  nem todos conseguem lidar com o poder. Alguns ou faz besteira ou ficam na espreita por fazerem.



O danado é que a nossa lei adjetiva ou  processual ainda é muito complacente com que mete a mão no sagrado dinheiro público. Sou da ideia que quando qualquer agente público fosse formalmente denunciado e recebida a denuncia pelo  Estado,  na pessoa do Juiz, ele deveria de imediato ser afastado do cargo, pela temeridade, sendo bloqueado os seus vencimentos. Se provasse  a sua inocência receberia os  valores, corrigidos. Se comprovasse a sua responsabilidade o dinheiro bloqueado serveria de indenização ao erário.

                      Mas essa é uma feitura difícil  de ser implementada e talvez nunca  seja, pelo “Princípio da Presunção de Inocência , que tem garantia  penal.  Tá lá no artigo das conquistas, o 5º ,inciso LVII da CF de 1988:

DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:...

...  LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;



Mas hoje está mais difícil desviar o dinheiro público, ou não.

    Pelo menos está  mais visível e o povo está observando os comportamentos dos agentes políticos. É preciso coibir todas as injustiças, como por exemplo os supersalários de alguns agentes. O bom mesmo é viver com o essencial, pois sempre que  ganhamos muito, estamos retirando de setores mais importantes da nação.

             O Estado precisa tirar da programação o estipulado no artigo 3º da nossa Constituição federal, a “Bíblia” do cidadão, fazendo valer os seus objetivos:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

 I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II - garantir o desenvolvimento nacional;

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

 IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação

PENSE NISSO! MAS PENSE DIREITO.
       http://penssedireito.blogspot.com.br/

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

EMÍLIA DE ZÉ LÚCIO - * 03/10/1932 + 27/12/2016


Não sei se por ignorância de quem foi registrar ou de quem fez o registro, nome dela ficou Emília Maria Lúcio dos Santos e não Maria Emília, como era praxe a época. Mas isso é apenas um detalhe, ela sempre foi chamada somente de Emília ou como chamam seus ex-alunos: Dona Emília.
Quando criança estudou com o professor Quinzinho Neves, no Simeão Leal, foi da turma fundadora da Escola Normal Monte Carmelo “Padre Diniz”, das Irmãs Carmelitas, sendo colega de Laura Araújo (Tia Laura), de quem era amiga íntima e de Nazaré Lima (Nazaré Lau), entre outras. Nomeada através de João Franco, como aconteceu com quase todos da família Inácio; a pedido de João Inácio de Araújo Neves, sempre exerceu, e com grande maestria, o ofício de ensinar. Já bem madura, nos anos 70, fez seu pedagógico, visando sua acepção funcional e a obtenção de mais conhecimentos.
Já “formada” normalista, o que era imprescindível para se “diplomar” professora, nesse tempo. 
Depois de um namoro de mais de cinco anos, se casou com o jovem Sebastião Brasilino, por sinal, também um galã. O pároco José Sinfrônio de Assis Filho (Padre Zé), recém chegado do seminário e de Cajazeira, foi o celebrante das núpcias, isto em janeiro de 1955. Passou, portanto a assinar, Emília Maria Brasilino dos Santos. Tirando o nome Lúcio, que não era nome de família e sim o segundo nome de seu pai, José Lúcio. 
Ela nasceu no Sítio Cantinho, nos arredores de Misericórdia e era filha do Mestre José Lúcio dos Santos, marchante, carpinteiro e construtor, dos bons e Maria Filha de Araújo, sua segunda esposa, que eu digo aqui, era uma cozinheira de mão cheia, o que passou a suas filhas. Vó fazia uma buchada que era inconfundível, minha mãe fazia um “chouriço” (doce que entre os ingredientes, leva sangue de porco) irresistível. Emília nasceu em 03 de outubro do ano de 1932.
A maior parte de sua vida, Dona Emília morou na Pedro Américo, hoje Avenida Soares Madruga, na casa de seus pais, onde por muitas vezes, madrugava e ia estudar sentada nos túmulos do Cemitério Velho, que ficava por traz e próximo a sua residência. Depois de casada, morou na casa de número 12, da mesma rua, onde atualmente funciona a Inovapel.
Sempre foi uma excelente dona de casa e mãe; aliás, sempre fez bem feito e com amor, a tudo que se dispunha a fazer. Lembro-me, como se assistindo a um filme, ela a preparar nossa alimentação, sempre o fazia cantando e sua canção preferida era: 

Ela é a dona de tudo,
Ela é a rainha do lar,
Ela vale mais para mim,
Que o céu, que a terra, que o mar,
Ela é a palavra mais linda,
Que um dia o poeta escreveu,
Ela é o tesouro que o pobre,
Das mãos do Senhor recebeu,

Mamãe, mamãe, mamãe,
Tu és a razão dos meus dias,
Tu és feita de amor e esperança,
Ai, ai, ai, mamãe,
Eu cresci e o caminho perdi
Volto a ti e me sinto criança
mamãe, mamãe, mamãe,
Eu te lembro chinelo na mão,
O avental todo sujo de ovo,
Se eu pudesse,
Eu queria outra vez mamãe,
Começar tudo, tudo de novo.

As lágrimas me banham a face, só ao lembrar dos bons momentos que se foram, e mesmo que queiramos, não voltarão jamais. Esta música foi feita pra você, pena que eu não tive o privilegia de ser o autor. Mas, voltemos ao texto.
O enamorado par produziu quatro crias: Paulo Rainério, este que vos escreve, morando em sua terra natal; Henilson Hayte, que morreu prematuramente; Sandra Regina, Enfermeira dedicada à profissão e Roberta Galba, a caçulinha do trio que restou; Doutora em Geologia, mora em Recife-PE; todos somente, por egoísmo de meu pai que foi quem fez o registro de nascimento, assinam apenas com Brasilino. Como se fossemos filhos apenas do pai.
Henilson passou poucos dias conosco, Deus achou por bem, o chamar ainda quando era criança, trazendo muita tristeza e dor. Sandra Regina casou-se e uns tempos no Rio de Janeiro, uns anos em Palmas-TO e em Natal – RN e hoje mora em João Pessoa e por sorte, com suas duas filhas Marina e Mariane servem de companhia a Dona Emília.
Mulher de verdade. Como bem falou Mário Lago, em uma de suas composições. Lutadora pela vida, um sobrinho, a comparava com José de Alencar, o vice-presidente que lutou pela vida enquanto pode. Sua vontade de viver é contagiante. Interessante como o tempo muda. Ela quando era jovem pedia a Deus para durar, pelo menos, o tempo que durou sua Tia Toinha Paiva. Engraçado, essa nossa tia, morreu velha, com apenas 58 amos. Em 2016, aos 84 anos, Dona Emília e o exemplo de querer e se agarrar com unha e dentes, tudo que a faça viver mais.
Mulher de fibra, lembro-me como se fosse hoje da cena: Acometido de um AVC, que entre outras coisas me levou quase toda a visão e me deixou acamado por três meses; tive que viajar, com minha irmã Sandra, a quem digo e agradeço, é meu Anjo da Guarda e sem nem ser preciso ter asas. Pois bom, fui me submeter a um procedimento cirúrgico no Recife e sem saber se seu querido filho voltaria vivo ou morto, em sua incomensurável dor, ainda arranjou força e palavras para me encorajar: - Meu filho, tenha fé em Deus, vai dar tudo certo. E quando entrares na sala de cirurgia, diga, mesmo que mentalmente: Maria Passa na Frente... Isso me lembra a famosa trova de um médico e poeta pernambucano, Barreto Coutinho, que teve seu poema de oito estrofes, publicado por Luiz Otávio no jornal da UBT, “Trovas e Trovadores”, em fevereiro de 1968:

MÃE

Mãe – alma querida e santa
– astro de divino brilho,
cuja luz a treva espanta
dos dissabores do filho.

Mãe – criatura tão cara,
do filho o mais santo altar...
– Quem perde essa gema rara
nunca mais há de encontrar!

Mesmo as aves, essa eterna
verdade mostram nos ninhos:
que se fez a alma materna
de amor, ternura e carinhos.

Quando a sorte me arremessa
às mágoas, elas têm fim,
pois minha mãe nunca cessa
de pedir a Deus por mim.

Uma vez vi-a rezando
aos pés da Virgem Maria.
Era uma santa escutando
o que outra santa dizia...

Se uma coisa me tortura
e o pranto aos olhos me vem,
minha mãe – santa criatura
chora comigo também!

E então nos seus olhos leio
meu pranto o que há lhe causado:
– Só mágoas ao santo seio
que a dor tem santificado!

Por vossa infinda bondade,
Deus que eu creio e reconheço,
dai, pois, a mais longa idade
ao ser que eu tanto estremeço!

A estrofe em epígrafe ficou nacionalmente conhecida, apenas com um pouco de modificação, na primeira frase: Eu vi minha mãe rezando.
Embora um pouco distante fisicamente, estamos sempre unidos, como se fora um só corpo, eu e as mulheres que me cercam e que, tenho orgulho de dizer que muito me amam. Agradeço, e, como agradeço a Deus, pela grande mãe e pelas imensuráveis irmãs que tenho. Obrigado meu Deus!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

NATAL FRATERNO 2016 , DO CENTRO ESPÍRITA JESUS DE NAZARETH, DE ITAPORANGA

Natal Fraterno do Centro Espírita Jesus de Nazareth,  2016 , de Itaporanga
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(Rey AuCa)
Sabe leitor, existe um lindo poema do Espírito “Um Amigo Poeta”, o dirigente espiritual do Centro Espírita Jesus de Nazaré, da cidade de Catingueira, que manteve o seu anonimato por longos anos, até, ele mesmo, revelar que quando esteve encarnado aqui na Terra, na sua última experiência carnal, era conhecido como “Inácio da Catingueira", o poeta escravo.
Pois bem, há uma estrofe interessante de um poema que ele fez ,comparando a nossa estadia aqui pela Terra, com uma corrida. Dizia ele:
... “Nascer é ponto de partida,  a morte  é linha de chegada”...
Grande Poeta!
20161225_175945É essa a sensação que nós,  que fazemos o Centro Espírita Jesus de Nazaré, de Itaporanga,  temos por ocasião no natal de cada ano. Todos nós nos reunimos para distribuir quentinhas e presentes ás crianças que fazem parte dos trabalhos da instituição, da sopa fraterna, das gestantes e da evangelização. É momento de muita alegria e sensação de dever cumprido. 
Todos os anos reiniciamos as atividades da casa, como diz um dos nossos trabalhadores, Alberlando Araújo, depois do MIEP, que é o Encontro do Movimento Espírita da Paraíba, que acontece durante o Carnaval, na cidade de Campina Grande. É  o nosso ponto de partida.
E terminamos as atividades do ano como o Natal Fraterno, que sempre acontece no dia 25 de dezembro, por tradição da casa,  há mais de 35 anos e instituído pelos nossos valorosos irmãos Fernão e Maria, que já partiram para o mundo espiritual, com um belo almoço de confraternização e muitas quentinhas e presentes distribuídos aos mais carentes.   É a nossa linha de Chegada.
É claro que Jesus não nasceu em 25 de dezembro, já se sabe. Mas a data fincou-se como um marco à  confraternização, da reunião em família, da lembrança daquele que foi o ser mais importante que já surgiu no seio da humanidade e que dividiu a humanidade entre antes e depois dele.  
Ontem, foi especial e ficamos felizes com o movimento dos espíritas, que é sinônimo de cristãos e que leva á humanidade a proposta de Jesus sem enganos, sem ilusões e com verdade.
 Nós, os espíritos, não sabemos o dia do nosso ponto de partida, mas não podemos perder o foco na nossa caminhada, que é o mais importante. É preciso caminhar bem, desenvolvendo a razão e o sentimento. Isso sim é “salvação”, conquista do esforço, da transformação interior que não se dá em uns “míseros”, milênios. A estrada é longa, mas grande é  á nossa esperança. A nossa linha de chegada é o aperfeiçoamento integral, que as religiões apelidam de “salvação” e que nada mais é do que evolução.
Uma coisa é certa: “Nenhuma só das ovelhas (as humanidades espalhadas pelo   cosmo infinito) do meu Pai se perderá”. Somos imortais. Ainda bem!
Que todos os dias tenhamos natais felizes, pois é preciso fazer Jesus nascer em nossas mentes e corações diariamente. Nada de ser só “bonzinho” no dia 25 de dezembro. Isso beira á hipocrisia.
FELIZ NATAL e UM ANO NOVO MELHOR AINDA. Só depende de você.
Vamos ao poema de “UM AMIGO POETA”:

Corrida da Vida

A vida é grande corrida
O Pai autoriza a largada.
Nascer é ponto de partida
A morte é linha de chegada.

Há atletas já cansados
Já sem muita resistência
Estão porem preparados
Pois tem muita experiência.

Os atletas despreparados
Tentam encurtar a corrida
Mas são, por Deus, reprovados
Voltam ao pondo de partida.

Mas, não é só espetáculo
Que move esta corrida,
Há também os obstáculos
Postos pela própria vida.

Como na competição
Se requer fé e  vontade
O atleta só chega a perfeição
Se possuir humildade.

O atleta recebe no céu
Por ter sido vencedor
Das mãos de   Deus um troféu
Quem tem nome de amor.

*  Recebido por Lúcia, em Catingueira.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.