sábado, 3 de setembro de 2016

A Vida Social Está em a Natureza




PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
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A Vida Social Está em a Natureza
(Rey AuCa)
Sabe leitor, se você der uma espiadinha em “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, verá que os imortais disseram a Kardec, aluno primoroso do grande educador Pestalozzi, que A VIDA SOCIAL ESTÁ EM A NATUREZA.
Pois é!
É que ninguém consegue viver ou crescer sozinho. Faz parte do Direito de Deus, ou do Direito Natural. Acrescenta que Deus não nos deu a palavra e todas as outras faculdades necessárias á vida de relação, para nada. Está lá na questão 766. Estude-a meu amigo. Quem aprende o que é a vida vive com mais esteio e não perde o tempo com as ilusões do caminho.
Quando dizemos que “fulano é da sociedade”, muitas vezes é uma forma preconceituosa de distinguir pessoas das outras, menos aquinhoadas financeiramente, pois todos nós somos da sociedade. Os desníveis financeiros são por conta do egoísmo e orgulho, as duas grandes chagas sociais e que, na verdade, representam o mal desse mundo.
“Quando temos muito e não o suficiente é que estamos ficando com o que é o do outro”.
Não sei quem foi o “cabra” que disse isso, mas disse bem é ninguém aqui vai ficar, pois só levaremos as construções do pensamento e do sentimento, o que somos, sentimos e sabemos.
De uma coisa é certa, o nosso estado espiritual lá  será tanto melhor quanto pior de acordo como que fizemos aqui. E como tudo que é matéria fica tudo é impermanente, e jamais levaremos o que adquirimos, ou que pensamos te  para a vida espiritual, tem muita gente que chega do “lado de lá” miserável, pois só acumulou tesouros e nada mais. Eu conheço gente aqui em Itaporanga que só sabe fazer isso. Perde o precioso tempo com ilusões.
Isso me fez relembrar aquela passagem de Lucas 12,20. “Mas Deus lhe disse: Louco! Esta noite te pedirão a rua alma...”.
Foi que aconteceu ontem com o meu vizinho. Antes de ontem estávamos conversando, tentando pegar água do poço de Leonan, cuja torneira sociabilizou e falávamos do passado, da nossa infância, das chuvas que eram abundantes e generosas e que hoje não existem mais. Dá até medo! É a natureza reagindo aos desmando desse homem que não sabe o que é viver.

Pois bem! O meu amigo Sinval, quem diria, desencarnou ontem e já fomos devolver o seu corpo à Terra. Foi um empréstimo, “o homem veio do barro e ao barro voltará”. Morreu de um ataque súbito de coração. E é coisa frequente a acontecer em Itaporanga. De vez em quando um dos nossos amigos “pega o trem” de volta. Portando, leitor, o dia ninguém sabe.
Viva como se fosse o ultimo dia de sua vida, que você deixará as bobagens de lado e viverá  mais presente ás pessoas, á família, sabendo o que é viver. Isso faz a diferença, pois perseguiremos os “tesouros do céu, que a traça e a ferrugem não podem consumir”.
“Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem...”.
Seja previdente e não leve ao pé da letra a proposição evangélica, para não sofrer. Tem muita gente sofrendo na velhice, pois passou a vida gastando que tinha e não tinha.
Conheço pessoas que só vivem de empréstimos e comprometem a sua “grana” de raiz, salários e tudo mais. Essa é a nova escravidão. Os “senhores” são os bancos, o chicote é o sofrimento moral e a escravidão financeira.
De outra sorte, há outras que só pensam acumular, para daqui a pouco tudo deixar, pois nada, de fato, nos pertence e o dono logo vai pedir contas da nossa administração.
O dia ninguém sabe.
Esteja preparado e você estar com saúde, não quer dizem nada.
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO www.penssedireito.blogspot.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A Água Tá Desparecendo



A Água Tá Desaparecendo

(Rey Auca)



Sabe leitor, é fato que no interior da Paraíba, nesse sertão poético e sofrido, por conta da sua posição geográfica, no planeta, nunca chovera com frequência, mas chovia abundantemente nos tempos de invernos.

Caia muita água dando para acumula-la  por longos anos, pelos menos até o próximo inverno voltar.

 E como a chuva era benvinda!  E hoje, não menos. Eu diria mais.



Quando crianças divisávamos um nascente pesado, trazendo aquela chuva cheirosa, com ventanias que chegavam derrubando até os pés de algarobas, que não existem mais. Que espantava o calor, a seca e permitia á  esperança do povo sofrido, da roça. E era muita água que caia.



Todo final do dia era coisa certa, trovões, relâmpagos a cortar o céu, anunciando as bênçãos de Deus. Gostava de dormir olhando para cima, o telhado, e ver por entre os espaços as telhas, o show de luzes naturais, a piscar, vindo, depois, aqueles trovões que parecia até que o mundo estava se acabando. Uma beleza de espetáculo natural. Escondia-me sempre por baixo dos grossos lençóis, devido ao frio   e abraçado à minha mãe.



Ao lado, na sua rede, o meu velho pai Ademar Augusto, a nos proteger naqueles dias de “fúria” dos céus. O amanhecer do dia era mágico. A passarada cantando, a cidade molhada, rios e açudes cheios e o povo feliz. No final da tarde o espetáculo começaria novamente.  Depois, uma longa distância sem chuvas até o próximo inverno, mas estávamos protegidos pelo acúmulo de águas, que dava para anos.



Hoje a chuva é pouca, fina e sem emoção. O mundo está doente e nós somos “os vírus”, os responsáveis por seu aniquilamento, pelo fim do planeta, por antecipação, e dos seres vivos, pois sem água ninguém vive.



Há uma profecia sustentando que a próxima guerra mundial será pela  busca da água. Que as pessoas raspariam os seus cabelos,  por sua falta,  e que a crise da água viria mudar em definitivo a vida dos seres humanos. Uma perspectiva triste, mas possível. E não adianta nem estar próximo de algum grande reservatório, pois a crise também chegará lá.

                 Nunca pensei que o “mar do sertão” ,o açude de Coremas, pudesse chegar a esse nível, quase seco.



O governo está transpondo  as aguas da barragem de nova Olinda, para Itaporanga, que também está baixa. Hoje, no nosso sofrimento só não é maior, pois ainda existem pessoas conscientes do seu papel, como, por exemplo, entre outras, Pedro Filho, que do alto da sua consciência e compromisso, servidor da "Cagepa", faz o que pode o que não pode para abastecer minimamente a cidade, com cada vez menos água. O nosso manancial já secou. É preocupante. Quando a água vir de Nova Olinda é imperioso que a usemos bem, sem desperdícios, pois sem água não se vive.

                         É claro que o planeta tem o seu tempo de vida e vai "morrer" ( ou se transformar) , mas isso precisa acontecer no tempo certo, de Deus. Nada fica para permanecer e aquilo que nós chamamos de destruição se trata de um mecanismo natural para a renovação, transformação.

                             Diferente da destruição encetada pelo homem que é fruto do seu egoísmo e seu orgulho, sendo crime aos olhos de Deus e como vivemos no mundo da causalidade, colhemos o que plantamos, pois a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.



Resta-nos pedir ao Pai comiseração a esses pobres mortais, imortais, que perambulam pela vida sem saber o que é viver. Adormecidos do caminho, sendo vítimas de si , na infinidade da vida, que continua sempre,  até que possamos adquirir a plenitude do ser,que as religiões  apelidam se "salvação"



Respeitemos a água, sem ela não se pode viver.



PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO