sábado, 23 de julho de 2016

Com atuação do delegado Glauber Fontes prisão do suspeito de matar Rebeca Cristina é decretada

O delegado Glauber Fontes assumiu o caso no ano de 2014 e já havia representado, naquele momento, pela prião do acusado.

O promotor do 1º Tribunal do Juri de João Pessoa, Marcus Leite, informou que o padrasto da adolescente Rebeca, o cabo da Polícia Militar, Edvaldo Soares, teve a prisão temporária decretada. A prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira (22), em João Pessoa. A adolescente foi assassinada há cinco anos na Capital.

Rebeca morreu em 2011

O promotor Marcus Leite, que assumiu o caso desde o dia 1º de março deste ano, requereu a prisão temporária, em harmonia com o delegado Glauber Pontes. Ele havia determinado a realização de algumas diligências, das quais foram levantadas fundadas suspeitas sobre a participação do padastro no caso Rebeca.

“Identificamos que o padastro vinha obscurecendo as investigações, eis que, sendo um dos principais suspeitos, já deveria ter fornecido outros elementos para a elucidação do crime, e até mesmo, apontar a participação de terceira pessoa. Acreditamos que ele não cometeu
os crimes sozinho, se autor intelectual ou material, ele foi auxiliado. E isso é motivo, segundo a lei, para decretação de prisão temporária”, disse o promotor.

Ainda segundo o promotor, se chegou ao desfecho que o padrasto tem envolvimento direto no crime. “Há várias contradições, como álibis do padrasto que se não se confirmaram, aliado ao seu perfil voltado para crimes de natureza sexual, fundamentando ainda mais o decreto da prisão temporária, objetivando o aprimoramento das investigações”, disse o promotor.

Já o delegado Glauber Fontes, que assumiu o caso e já havia representado pela prisão anteriormente, não tem dúvida da participação do acusado no crime. Segundo o delegado, desde o primeiro momento que ele assumiu o caso, consegiu elementos probatórios suficientes para a prisão do padrasto.

O promotor informou ainda que, nesta quinta-feira (21), o juiz exercício do 1º Tribunal do Juri, Antônio Majora deferiu a propositura ministerial e representação policial, decretando a prisão temporária do padrasto por 30 dias. “E hoje foi cumprido o mandado de prisão do suspeito que, após 30 dias, de acordo com a lei, se não atingir a finalidade prevista, a medida cautelar constritiva pode ser prorrogada por igual período, sendo, ao final, avaliado todo o contexto probatório objetivando o oferecimento da denúncia”, finalizou.

"Logo no início, quando assumimos as investigações, nós encontramos provas de que o padastro estaria envolvido no crime, razão pela qual fizemos a representação pela sua prisão, naquele momento, o que não foi atendido pela justiça. No entanto, o atual promotor entendeu que haviam provas suficientes e corroborou com o nosso pedido e a prisão foi decretada", explicou Glauber Fontes.



O caso
Rebeca Cristina, de 15 anos, foi estuprada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII (8), Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime. 

Portal Vale do Piancó Notícias com Portal Correio

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